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Talibã diz que chegou a acordo com EUA para troca de prisioneiros

Desde a posse de Trump, em janeiro, governo radical islâmico do Afeganistão libertou três americanos detidos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 set 2025, 18h17
Talibã diz que chegou a acordo com EUA para troca de prisioneiros Priorizar nos meus resultados Google

O Talibã, facção islâmica radical que governa o Afeganistão, afirma ter chegado a um acordo com negociadores dos Estados Unidos para troca de prisioneiros entre os dois países. O anúncio foi feito pelo ministério afegão de Relações Exteriores neste sábado, 13.

As negociações foram lideradas pelo ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, e o enviado especial dos EUA ao país asiático para assuntos relacionados a reféns, Adam Boehler. Segundo o gabinete da chanceleria afegã, o agente americano “confirmou que ambos os lados realizarão uma troca de pessoas detidas”, sem especificar os nomes dos cidadãos americanos e afegãos beneficiados ou quantos prisioneiros são mantidos em cada país.

Do lado americano, um dos principais objetivos é a libertação do empresário Mahmood Habibi, nascido no Afeganistão e naturalizado americano, que atuou como diretor nacional de aviação em seu país natal — de acordo com o FBI, em agosto de 2022, Habibi e outros 29 funcionários da gigante de telecomunicações Asia Consultancy Group foram detidos em Cabul pelo governo afegão, que nega envolvimento na prisão. Já o Talibã tem como principal interesse a soltura de Muhammad Rahim, preso sem acusações na Base Naval de Guantánamo desde 2008.

Em março, o Talibã libertou o mecânico de aviação George Glezmann, que passou dois anos preso na capital afegã. Mediada pelo governo do Catar, a ação marcou a terceira soltura de um cidadão americano no Afeganistão desde que o presidente Donald Trump assumiu o comando da Casa Branca pela segunda vez, em janeiro deste ano.

No último mês de junho, as tensões entre EUA e Afeganistão escalaram após a decisão do governo Trump que baniu a entrada de cidadãos afegãos em solo americano, citando preocupações relacionadas a terrorismo e à segurança nacional. Formalmente, a diplomacia de Washington não reconhece o governo do Talibã — o grupo extremista islâmico voltou ao poder no Afeganistão em 2021, beneficiados por uma decisão de Trump (em seu primeiro mandato) que retirou todas as tropas americanas do país asiático após vinte anos de ocupação.

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