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Theresa May marca data para votação de acordo do Brexit

Primeira-ministra afasta possibilidade de novo referendo e se esquiva de "voto de desconfiança" do Partido Trabalhista

Por Da Redação 17 dez 2018, 16h06 | Atualizado em 17 dez 2018, 16h26
Theresa May marca data para votação de acordo do Brexit Priorizar nos meus resultados Google

Uma semana depois de vencer a rebelião de seus aliados, a primeira-ministra britânica, Theresa May, fixou a semana de 14 de janeiro como o período de votação final do acordo do Brexit pela Câmara dos Comuns. A votação deveria ter acontecido no último dia 11, mas foi adiada depois de a primeira-ministra do Reino Unido admitir que estaria fadada ao fracasso.

Ao anunciar a nova data em discurso no Parlamento, a líder afirmou que recebeu novas garantias da União Europeia sobre as fronteiras entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. Tema mais controverso do acordo, a permanência de regras mais flexíveis nessa divisa, o chamado “backstop”, foi defendido por May. “Este não um plano para prender o Reino Unido”, insistiu.

A líder pediu ao Parlamento que enxergue o outro lado do acordo, reafirmando que espera “novas garantias políticas e legais” do bloco europeu nas próximas semanas.

O Partido Trabalhista ameaçava mover outro “voto de desconfiança” contra a primeira-ministra se ela não firmasse uma nova data para a votação. O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que May “conduziu o país para uma crise nacional” e não tinha mais apoio para governar.

Em declaração na Câmara dos Comuns, May disse que os membros do parlamento farão suas considerações sobre o acordo na semana do dia 7 de janeiro, com a votação “significativa” na semana seguinte. Ela descartou a ideia de um novo referendo, dizendo que outro pleito traria “danos irreparáveis a integridade de nossa política”, além de não representar uma solução para os problemas.

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O Reino Unido deverá romper definitivamente com a União Europeia em 29 de março de 2019. May afirmou que o acordo fechado com o bloco “não é perfeito”, mas é o único disponível e evita uma saída sem qualquer pacto. Esta última alternativa seria a mais danosa para a economia nacional, conforme as projeções das próprias autoridades do país.

(Com Estadão Conteúdo)

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