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Tribunal internacional em Haia emite mandado de prisão para Netanyahu

Primeiro-ministro israelense foi acusado de supostos crimes de guerra, junto aos líderes do Hamas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 nov 2024, 09h28 | Atualizado em 21 nov 2024, 11h22
Tribunal internacional em Haia emite mandado de prisão para Netanyahu Priorizar nos meus resultados Google

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa do país Yoav Gallant, além de oficiais do Hamas, por supostos crimes de guerra.

Em uma declaração na quarta-feira, 20, o tribunal sediado em Haia, na Holanda, disse que encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu tem responsabilidade criminal por crimes de guerra, incluindo “fome como método de guerra” e “crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.

“A Câmara considerou que há motivos razoáveis ​​para acreditar que ambos os indivíduos intencionalmente e conscientemente privaram a população civil em Gaza de objetos indispensáveis ​​à sua sobrevivência, incluindo comida, água, remédios e suprimentos médicos, bem como combustível e eletricidade”, escreveu o painel de três juízes em sua decisão unânime de emitir mandados para Netanyahu e Gallant.

Anteriormente, Israel afirmou que o tribunal não tinha jurisdição sobre o assunto, mas a corte rejeitou essa visão.

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Efeito limitado

A decisão transforma Netanyahu e os outros em suspeitos procurados internacionalmente, e provavelmente os isolará ainda mais e complicará os esforços para negociar um cessar-fogo para encerrar o conflito de mais de um ano. Mas suas consequências práticas podem ser limitadas, já que Israel e seu principal aliado, os Estados Unidos, não são membros do tribunal e vários oficiais do Hamas foram mortos no conflito.

Netanyahu e outros líderes israelenses condenaram o pedido de mandados do promotor-chefe do TPI, Karim Khan, como vergonhoso e “antissemita”. O presidente dos EUA, Joe Biden, também criticou o promotor e expressou apoio ao direito de Israel de se defender contra o Hamas (que condenou os mandados, da mesma forma).

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“Nenhuma outra democracia com um sistema legal independente e respeitado como o que existe em Israel foi tratada dessa maneira prejudicial pelo promotor”, escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein, no X, antigo Twitter. Ele acrescentou que Israel permaneceu “firme em seu compromisso com o Estado de direito e a Justiça” e continuaria a proteger seus cidadãos contra terroristas.

O TPI é um tribunal de último recurso, que só abre processos quando as autoridades policiais nacionais não podem ou não querem investigar certos casos.

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Apesar dos mandados, nenhum dos suspeitos deve enfrentar juízes em Haia tão cedo. O próprio tribunal não tem polícia para fazer cumprir mandados. Em vez disso, depende da cooperação de seus estados-membros. Ou seja, Netanyahu e os outros só poderiam ser detidos caso viajem a um país signatário do Estatuto de Roma, que fundou a corte.

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