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Trump diz que EUA vão suspender operação no Estreito de Ormuz

Segundo o republicano, a decisão se dá em razão dos avanços rumo a um acordo com o Irã

Por Redação 5 Maio 2026, 20h28 | Atualizado em 5 Maio 2026, 22h27

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 5, que o país vai suspender a operação militar de escoltar navios pelo Estreito de Ormuz. Segundo o republicano, a decisão se dá em razão dos avanços rumo a um acordo com o Irã.

“Com base no pedido do Paquistão e de outros países, no enorme sucesso militar que tivemos durante a campanha contra o país do Irã e, adicionalmente, no fato de que grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e final com representantes do Irã, concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade (o movimento de navios pelo Estreito de Ormuz) será pausado por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ou não ser finalizado e assinado”, afirmou Trump na rede Truth Social.

Mais cedo, Trump havia afirmado que o Irã deveria “hastear a bandeira branca da rendição”, mas não fará por orgulho. No Salão Oval, o republicano afirmou que as forças iranianas foram dizimadas e reduzidas a “armas de brinquedo”.

“Eles estão jogando sujo, mas vou te dizer uma coisa: eles querem fechar um acordo. E quem não quereria, quando seu exército está completamente dizimado?”, ironizou Trump, acrescentando mais tarde que o Irã sabe “o que não deve fazer” para manter em vigor o frágil cessar-fogo, implementado em abril. 

O Projeto Liberdade foi criado para escoltar cargueiros represados no Golfo Pérsico devido à restrição iraniana. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO. A operação militar americana conta com 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, segundo o chefe do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), Brad Cooper.

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Na véspera, Trump advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Apesar da retórica agressiva, o republicano indicou que ainda há margem para negociação. Ele disse que representantes iranianos têm se mostrado “muito mais maleáveis” em conversas recentes, o que poderia abrir caminho para um entendimento diplomático. 

O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder. Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

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