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Trump garante que vai abrir o Estreito de Ormuz ‘permanentemente’

Presidente americano afirma que China concordou em em não enviar mais armas ao Irã e está 'muito feliz' com sua atuação para liberar a rota marítima

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 abr 2026, 15h49 | Atualizado em 15 abr 2026, 16h00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 15, que pretende “abrir permanentemente” o Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo consumido pelo planeta, fechada para navios não alinhados ao Irã desde o início do conflito.

“A China está muito feliz porque estou abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também — e pelo mundo”, escreveu ele em postagem na sua rede, a Truth Social.

O republicano creditou a iniciativa a um entendimento com o governo chinês e citou o país asiático como uma das principais beneficiadas pela medida. Segundo Trump, Pequim teria concordado em não enviar mais armas ao Irã. O presidente americano acrescentou que o presidente Xi Jinping lhe daria “um grande abraço” em sua visita a Pequim, prevista para meados de maio.

O ocupante do Salão Oval elevou o tom ao sugerir que a cooperação com os chineses pode evitar novos conflitos, mas deixou aberta a possibilidade de uso da força: “Estamos trabalhando juntos de forma inteligente. Isso não é melhor do que lutar? Mas lembrem-se: somos muito bons em lutar, se for preciso.”

Bloqueio americano

A declaração de Trump ocorre dois dias após os Estados Unidos iniciarem um bloqueio naval ao redor de Ormuz. Depois que as negociações de paz com o Irã fracassaram no fim de semana, Trump ordenou um cerco completo à passagem, autorizando a interceptação de embarcações com origem ou destino a portos iranianos. O cerco mobilizou 10 mil militares, quinze navios de guerra e dezenas de aviões e helicópteros para fiscalizar uma área que engloba o Golfo de Omã e o Mar Arábico (o Estreito de Ormuz conecta essas águas ao Golfo Pérsico, lar das monarquias árabes petrolíferas).

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Com a medida, os Estados Unidos pretendem pressionar o setor de petróleo iraniano, pilar de sua economia e responsável por 10% a 15% do PIB, e encerrar os pagamentos do chamado “pedágio de Teerã”, que por cerca de US$ 2 milhões tem permitido navios seletos atravessarem a nevrálgica rota marítima.

Mesmo em guerra, a República Islâmica manteve sua média de exportações de petróleo (cerca de 1,6 milhão de barris diários), mas com preços mais altos: em março, arrecadou US$ 140 milhões por dia, salto de 20% em relação ao mês anterior. Com a barreira, porém, a nação persa pode ser obrigada a reduzir a produção já em maio, segundo a analista Vortexa, embora outras estimativas apontem que só haverá efeito depois de três meses.

Tensão na rota estratégica

Mais cedo nesta quarta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), unidade do Pentágono responsável pela região do Oriente Médio, informou que nove embarcações tiveram que dar meia-volta e retornar a um porto ou a uma área costeira do Irã durante as primeiras 48 horas do bloqueio que começou na segunda 13. Apesar disso, o regime iraniano afirmou que está utilizando portos alternativos para contornar a Marinha americana e que, nesta quarta, dois de seus navios conseguiram furar a barreira e atravessar Ormuz.

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Teerã considera retomar ataques contra petroleiros de países como o Iraque, hoje autorizados a transitar mediante o tal pedágio. A Guarda Revolucionária Islâmica também ameaçou retaliar o que chama de “ato de pirataria” mirando portos da região e outras rotas, como o Mar Vermelho.

Crucial rota marítima por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás consumidos pelo mundo, Ormuz foi efetivamente fechado pelo Irã desde o início da guerra, como retaliação aos ataques que sofreu dos Estados Unidos e Israel. Durante o conflito, o fluxo no estreito despencou de 130 para seis navios por dia.

A passagem deveria ser aberta mediante uma trégua acordada em 8 de abril, que vigora até a próxima terça-feira, 21, mas permaneceu trancada devido a um desacordo sobre os termos (em especial, a continuidade dos bombardeios israelenses contra o Líbano, uma das múltiplas frentes do conflito).

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