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Trump muda classificação da maconha e amplia acesso à substância nos EUA

Decisão representa uma das mudanças federais mais significativas em décadas, removendo barreiras à pesquisa sobre uso potencial da droga

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 abr 2026, 10h23 | Atualizado em 23 abr 2026, 10h49
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclassificou a maconha no país, reduzindo restrições federais sobre a substância, nesta quinta-feira, 23. Sob a mudança, formalizada pelo Departamento de Justiça, a cannabis passa a ser uma droga com potencial moderado ou baixo de dependências física e psicológica, o que “amplia o acesso dos pacientes ao tratamento e dá aos médicos mais ferramentas para tomar decisões de saúde mais bem informadas”, explicou Todd Blanche, secretário de Justiça interino.

A reclassificação transfere a maconha da chamada Classe I – categoria de drogas sem uso médico reconhecido e a mesma da heroína, do LSD e do ecstasy – para a Classe III, em pé de igualdade com substâncias como cetamina e esteroides.

Embora a mudança não legalize a maconha em todo o território nacional para fins medicinais ou recreativos,  a decisão representa uma das mudanças federais mais significativas na política sobre maconha em décadas, removendo barreiras à pesquisa sobre o uso potencial da droga.

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Na prática, a mudança na classificação deixa legalmente claro que pesquisadores não serão penalizados por obterem maconha ou produtos derivados para uso em seus trabalhos, e concede um benefício inesperado às empresas de maconha medicinal licenciadas pelo Estado, permitindo-lhes, pela primeira vez, deduzir despesas comerciais em seus impostos federais.

Em paralelo,  governo Trump também afirmou que está acelerando o processo de reclassificação da maconha de forma mais ampla, marcando uma audiência para o final de junho.

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A maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo e nos Estados Unidos. Quase um em cada cinco residentes americanos a usa anualmente, segundo informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, divulgadas pela Reuters em dezembro – em alguns estados o consumo é permitido.

Em dezembro, o presidente Donald Trump já havia afirmado que a Casa Branca estaria avaliando a possibilidade de reclassificar a droga como uma substância de menor perigo.

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“Estamos considerando isso porque muita gente quer ver a reclassificação, uma vez que ela possibilita a realização de uma quantidade enorme de pesquisas que não podem ser feitas sem a reclassificação. Então, estamos analisando isso com muita atenção”, disse.

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