Trump, Obama, Biden e Clinton prestam homenagem a Jesse Jackson
O líder da luta pelos direitos civis morreu nesta terça-feira, aos 84 anos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros três ex-presidentes democratas prestaram homenagem ao líder da luta pelos direitos civis Jesse Jackson, que morreu nesta terça-feira, 17, aos 84 anos.
O ex-presidente Barack Obama disse que o ativismo de Jackson “abriu o caminho” que lhe permitiu tornar-se o primeiro afro-americano a chefiar a Casa Branca.
“Por mais de 60 anos, o Reverendo Jackson ajudou a liderar alguns dos movimentos mais significativos para a mudança na história da humanidade. Desde a organização de boicotes e sit-ins, o registro de milhões de eleitores, até a defesa da liberdade e da democracia em todo o mundo, ele foi implacável em sua crença de que somos todos filhos de Deus, merecedores de dignidade e respeito”, disse Obama em um comunicado publicado em seu Instagram, acrescentando que Jackson foi “um verdadeiro gigante”.
Joe Biden afirmou que a história se lembraria de Jackson como “um homem de Deus e do povo”.
“O reverendo Jackson influenciou gerações de americanos e inúmeros líderes eleitos, incluindo presidentes. O reverendo Jackson acreditava profundamente na promessa da América: que todos nós somos criados iguais à imagem de Deus e merecemos ser tratados igualmente ao longo de nossas vidas”, disse Biden.
Bill Clinton, por sua vez, disse que ele e a ex-primeira-dama Hillary Clinton foram amigos de Jackson por mais de 50 anos e ficaram “profundamente tristes” com a notícia de sua morte.
“O reverendo Jackson defendeu a dignidade humana e ajudou a criar oportunidades para inúmeras pessoas viverem vidas melhores”, disse ele em um comunicado no Instagram.
Em um post divulgado em sua plataforma Truth Social,
Trump chamou Jackson de “um bom homem” e um “amigo”, acrescentando que havia disponibilizado um escritório em Nova York para a Rainbow Push Coalition, fundada por Jackson.
Na mesma mensagem, no entanto, o presidente mudou de tom. Ele voltou a se defender de acusações de racismo, atacou o que chamou de “canalhas e lunáticos da esquerda radical”,
e disse merecer reconhecimento por suas ações voltadas às Faculdades e Universidades Historicamente Negras (HBCUs), que, segundo ele, eram valorizadas por Jackson.
Trump também aproveitou o post para criticar Obama, que — alegou ele sem apresentar provas — Jackson “não suportava”.
Quem foi Jesse Jackson
Jackson foi candidato à presidência dos Estados Unidos duas vezes na década de 1980 e
esteve presente em alguns dos maiores episódios da longa luta pela igualdade no país.
Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, o pastor batista nasceu em 8 de outubro de 1941 e fez recuar ao longo de sua vida as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.
+ Jesse Jackson, símbolo dos direitos civis que buscava a ‘base comum’ dos EUA
Em sua primeira tentativa de se tornar presidente, em 1984, foi o primeiro candidato afro-americano a chegar tão longe, ficando em terceiro lugar nas primárias democratas.
Quatro anos depois, voltou à convenção democrata, desta vez ficando atrás do futuro candidato Michael Dukakis, que acabou não tendo sucesso.
“Meus eleitores são os desesperados, os condenados, os deserdados, os ignorados, os desprezados”, declarou o pastor na convenção democrata de 1984.
Em 2017, Jackson anunciou que sofria da doença de Parkinson, o que levou à redução de seus compromissos públicos. No entanto, em abril de 2021 acompanhou a família de George Floyd em Minneapolis e declarou após o veredicto: “A luta pela igualdade é um longo combate neste país”.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif)
