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Ucrânia e Rússia combinam troca de prisioneiros e EUA preveem ‘mais avanços’ nas negociações

Enviado especial de Trump qualificou conversas trilaterais em Abu Dhabi como 'produtivas', mas fim da guerra ainda parece distante

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 fev 2026, 08h51
Ucrânia e Rússia combinam troca de prisioneiros e EUA preveem ‘mais avanços’ nas negociações Priorize VEJA no Google

O enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, anunciou nesta quinta-feira, 5, que a Rússia e a Ucrânia concordaram em trocar 314 prisioneiros, em meio ao que as delegações chamaram de negociações “produtivas” mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi. As conversas trilaterais, que começaram no final de janeiro para alcançar um acordo que encerre a guerra, “continuarão nas próximas semanas”, afirmou Witkoff.

O enviado de Trump — que na sexta-feira, 6, deve seguir para Omã para uma outra série de tratativas espinhosas, desta vez com o Irã, sobre um acordo de dissuasão nuclear —, comemorou a “primeira troca desse tipo (de prisioneiros) em cinco meses”.

“Este resultado foi alcançado por meio de negociações de paz detalhadas e produtivas. Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, passos como este demonstram que o engajamento diplomático contínuo está produzindo resultados tangíveis e impulsionando os esforços para acabar com a guerra na Ucrânia”, disse Witkoff, acrescentando que “as discussões continuarão, com avanços adicionais previstos nas próximas semanas”.

Nesta quinta, Kiev e Moscou iniciaram o segundo dia de negociações mediadas por Washington para pôr fim ao conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, após todas as delegações descreverem as conversas do dia anterior com otimismo. O enviado do russo Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, afirmou que houve progresso e um avanço positivo sobre a maneira de encerrar a guerra, enquanto o principal negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, disse que as discussões foram “significativas e produtivas, com foco em medidas concretas e soluções práticas”.

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Ao anunciar o início do segundo dia de negociações, Umerov declarou que as delegações trabalhariam nos mesmos formatos do primeiro dia: consultas trilaterais, discussões em grupo e, em seguida, coordenação conjunta das posições.

O Dmitriev acrescentou que, num esforço paralelo mas complementar à resolução do conflito, há esforços ativos para restabelecer as relações entre Rússia e Estados Unidos, inclusive no âmbito de um grupo de trabalho sobre economia.

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“Os belicistas da Europa estão constantemente tentando interferir neste processo, constantemente tentando se intrometer nele. E quanto mais tentativas desse tipo houver, mais vemos que o progresso está definitivamente sendo feito”, disparou o enviado russo. “Há um movimento positivo para a frente”, acrescentou.

Pressão de Trump

O governo de Donald Trump vem pressionando tanto Kiev quanto Moscou para chegarem a um meio termo, mas os dois lados ainda estão em campos opostos em pontos-chave, apesar de várias rodadas de negociações.

Os principais impasses envolvem as exigências russas para que a Ucrânia ceda terras que ainda controla na região leste de Donetsk, bem como o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que fica em uma área ocupada pela Rússia. Como condição prévia para qualquer acordo, Moscou quer que Kiev retire suas tropas de toda a região de Donetsk, incluindo uma linha de cidades fortificadas consideradas uma das defesas mais fortes dos ucranianos.

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O país de Volodymyr Zelensky, por sua vez, defende que o conflito deve ser congelado ao longo das linhas de frente atuais e rejeita qualquer retirada unilateral de suas forças. Kiev também quer o controle da usina de Zaporizhzhia.

A Rússia ocupa cerca de 20% do território nacional da Ucrânia, incluindo a Crimeia e partes da região leste de Donbas. Analistas dizem que as foras russas ganharam cerca de 1,5% do território ucraniano desde o início de 2024.

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Após intensos ataques aéreos russos contra a Ucrânia na noite de terça-feira, antes das negociações, houve menos bombardeios relatados nesta quinta-feira. O prefeito de Kiev informou que duas pessoas ficaram feridas em um disparo de drone durante a noite na capital.

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