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Vídeo: protesto contra cúpula do G7 tem Tesla incendiado e ataque a prédio da ONU

Mobilização ocorreu em Genebra às vésperas de reunião entre as maiores economias do mundo

Por Flávio Monteiro 15 jun 2026, 10h08
Vídeo: protesto contra cúpula do G7 tem Tesla incendiado e ataque a prédio da ONU Priorizar nos meus resultados Google

Milhares de manifestantes se reuniram nas ruas de Genebra, na Suíça, no último domingo 14 para protestar contra uma cúpula do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, que começou nesta segunda-feira, 15, do outro lado da fronteira, na França. Cerca de 20 mil pessoas participaram de uma marcha que inicialmente foi pacífica, mas rapidamente resultou em ataques contra uma agência das Nações Unidas e no incêndio de um automóvel Tesla, montadora do bilionário Elon Musk

De acordo com a agência de notícias Reuters, os manifestantes entraram em confronto com a polícia local, chegando a arrancar tijolos do chão para usar como arma contra os agentes. As autoridades, por sua vez, dispararam gás lacrimogêneo na tentativa de conter a multidão. O cenário de turbulência já era esperado, uma vez que marchas contra o capitalismo, a desigualdade e as mudanças climáticas têm sido comuns ao longo de encontros do G7 nos últimos anos.

Preocupações prévias com episódios de violência fizeram com que centenas de tropas anti-choque fossem despachados às ruas de Genebra e levaram empresas a bloquearem a fachada de seus edifícios com tábuas. “Essa é uma tentativa de assustar os participantes, assustar as pessoas e desencorajá-las de saírem para protestar”, apontou o manifestante Mattia Piccard à Reuters sobre a presença policial.

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A mobilização de domingo visava criticar o G7 enquanto um símbolo da concentração de poder político e econômico, além de parte integral de um sistema que contribui para a manutenção da desigualdade. “É uma reunião dos ricos que mostra mais uma vez como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres ficam para trás”, definiu a manifestante Pippa Saugy. Já a participante Clélia Colin afirma que “os valores representados pelo G7 são completamente misóginos e contribuem para a desigualdade”.

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Temas nervosos

Formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, o Grupo dos Sete reúne as principais economias dos chamados “países desenvolvidos”, além de contar com uma representação da União Europeia. As cúpulas ocorrem anualmente, e a cidade francesa de Evian-les-Bains, às margens do Lago Genebra, é a sede do encontro deste ano.

Espera-se que a agenda seja dominada pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e suas repercussões político-econômicas. Estão em pauta ainda os desequilíbrios econômicos globais, com foco no aumento das exportações da China e a baixa produtividade dos países europeus. A ascensão da Inteligência Artificial (IA) também será discutida extensamente: uma dúzia de executivos sêniores de empresas de tecnologia foram convidados para falar sobre as ameaças e oportunidades do setor.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, e um jogador de camisa amarela comemorando. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuando sobre fundo verde escuroTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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