A alfinetada do relator da CPMI do INSS em ministros do STF
Apesar de ter poupados magistrados de pedidos de indiciamento em seu relatório final, Gaspar fez provocação sobre relação de ministros com Vorcaro
Apesar de não ter incluído ministros do STF como alvos de indiciamento em seu relatório final da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar sugeriu que a PF e o Ministério Público avancem nas investigações das relações de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O parecer de Gaspar é lido pelo relator nesta sexta-feira e a expectativa é que seja apreciado pela comissão parlamentar de inquérito até amanhã.
O relator sugere que a PF e o MPF se debrucem e examinem o contrato de honorários advocatícios firmado por Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, com o Banco Master. O objetivo seria verificar se os elementos disponíveis revelam indícios da prática do crime de tráfico de influência, tendo em vista a posição do magistrado como integrante da Corte e a sujeição da instituição contratante à regulação e à jurisdição do tribunal.
O parlamentar do União recomenda ainda que analisem o relacionamento entre Toffoli e Vorcaro e avaliem se os elementos disponíveis revelam indícios de práticas ilícitas no contexto das investigações sobre irregularidades em operações de crédito consignado no INSS.
Além disso, o relator da CPMI do INSS sugere que a PF e o MPF examinem os contratos de honorários advocatícios entre o Master e o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para averiguar se os elementos disponíveis revelam indícios da prática do crime de tráfico de influência.





