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A derrota e a vitória de Pablo Marçal nesta semana

Coach conseguiu reverter em segunda instância uma das suas inelegibilidades, mas também foi denunciado pelo episódio da cadeirada de Datena

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 nov 2025, 10h11
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O coach e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), encerra a semana com uma derrota e uma vitória na Justiça. De um lado, ele conseguiu reverter uma das condenações à inelegibilidade. De outro, no entanto, foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por conta do episódio da cadeirada do apresentador Datena, o que pode, na hipótese de condenação, deixá-lo inelegível outra vez.

Marçal quase ultrapassou o deputado federal e hoje ministro Guilherme Boulos (PSOL) e conseguiu ir para o segundo turno, status que alcançou protagonizando uma campanha cheia de polêmicas e agressões aos adversários. Na véspera do primeiro turno, ele divulvou um laudo falso acusando o psolista de ser usuário de entorpecentes. Além de não ser eleito, saiu do episódio com uma investigação criminal nas costas.

Nesta quinta-feira, 6, os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aceitaram um recurso do coach e reverteram a inelegibilidade em um caso no qual, na primeira instância, ele havia sido condenado por vender seu apoio a candidatos a vereador. Segundo as ações, movidas por Boulos e pelo PSB, os candidatos doavam 5 mil reais para a campanha de Marçal e, em troca, ele apoiava as campanhas dos vereadores. A condenação, anulada pelo TRE-SP, foi por abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos.

Isso não significa, contudo, que Marçal está desimpedido eleitoralmente. Além dessa condenação, que foi revertida, ele tem outras três, das quais está recorrendo. Uma delas é por conta do esquema de “cortes pagos”: durante a campanha, ele remunerou seguidores que compartilharam e conseguiram o maior núnero de visualizações em vídeos seus nas redes sociais, muitos com palavras “Marçal prefeito” e similares.

Na última quarta-feira, o Ministério Público Eleitoral o denunciou criminalmente por conta do episódio da cadeirada do apresentador Datena. Os dois estavam em um debate quando o coach provocou o adversário, chamando-o de “jack”, uma gíria muito usada no sistema prisional para se referir a criminosos sexuais. Além disso, Marçal fez outras provocações ao apresentador, insinuando que ele teria cometido outros delitos dessa natureza. Dias depois, o coach e influenciador repetiu as mesmas acusações durante uma entrevista.

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O MP o denunciou pelos crimes de injúria e difamação. Apesar de as penas serem pequenas, uma condenação criminal também deixa o coach fora do jogo em 2026. No final da campanha de 2024, ele disse que estava sendo sondado por outras siglas e que pretendia sair candidato a algum cargo do Poder Executivo ano que vem — em 2022, ele já tentou ser candidato à Presidência. Marçal pode registrar a candidatura e concorrer pendurado em recursos judiciais, caso essas condenações à inelegibilidade ainda não tenham transitado em julgado (termo jurídico para o fim de todos os prazos de recurso).

 

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