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A mais nova polêmica envolvendo Peninha

Historiador publicou um vídeo nas redes sociais no qual diz que evangélicos não deveriam ter o direito de votar

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2026, 18h41

Autor de mais de 20 livros, o jornalista e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, tem um canal no Youtube dedicado à publicação de vídeos que misturam conteúdos e análises críticas sobre política.

Não à toa, desde então, o jornalista passou a colecionar polêmicas por conta de seus comentários. A mais recente envolveu uma declaração em relação aos evangélicos.

Em um vídeo intitulado “Com Mil Raios”, Peninha provocou uma onda de protestos nas redes sociais ao defender que os evangélicos não tenham direito de votar. A publicação tem um tom cômico e foi usada pelo influenciador para criticar uma manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

“Evangélico tem que ficar no culto. Tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para o pastor. Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual etc?”, provocou o historiador

Não é a primeira vez que Peninha se envolve em polêmica. No ano passado, ele comemorou a morte do influenciador americano de direita Charlie Kirk e disse que não se importava em ser cancelado por isso. Na gravação, chegou a afirmar que “é terrível que um ativista seja morto por causa de suas ideias, exceto quando é Charlie Kirk”.

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Na época, a declaração do historiador provocou reações também no Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu afastar Peninha do Conselho Editorial da Casa, cargo que ele ocupava desde 2023.

Reação evangélica

Desta vez mais de 70 entidades ligadas aos evangélicos enviaram um manifesto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar registrada a perplexidade diante das declarações.

Os autores afirmam que declarações que propõem a retirada de direitos civis de um grupo específico, como fez o jornalista, configura discurso de ódio. “Quando se afirma que determinado grupo não deveria votar por causa de sua crença, ultrapassa-se campo legítimo da crítica e ingressa-se na deslegitimação da própria cidadania”, diz um trecho do texto.

As entidades pedem ainda que os tribunais reafirmem publicamente as garantias institucionais ao exercício do voto sem distinção de crença, profissão ou fé.

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