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A pista de que Alexandre de Moraes vai endurecer para cima do TSE

Algoz do bolsonarismo quer que Ministério Público Eleitoral investigue potencial propaganda irregular de Flávio Bolsonaro

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jul 2026, 16h41
A pista de que Alexandre de Moraes vai endurecer para cima do TSE Priorizar nos meus resultados Google

Quem conhece o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes dá como certo que ele deve monitorar com lupa a atuação da Justiça Eleitoral nas eleições presidenciais deste ano. Um dos primeiros indícios desse diagnóstico foi o despacho em que ele determina que o Ministério Público Eleitoral apure se o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro fez propaganda eleitoral antecipada ao ler uma carta do pai ex-presidente em que Jair Bolsonaro nomina o filho como pessoa supostamente qualificada para “resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”.

A carta levou o PT, o PV e o PCdoB a pedirem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apuração sobre possível propaganda eleitoral antecipada, ilícito que, conforme mostrou VEJA, é passível de pena máxima de 25.000 reais e considerada de bom custo-benefício para campanhas de diferentes espectros partidários.

No documento, intitulado “Carta aos brasileiros”, Jair Bolsonaro, preso e inelegível após ser apontado como chefe de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado, afirma que “o momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e empobrecimento”.

Embora não haja pedido explícito de votos, a mensagem, que continua com a unção do Zero Um como o personagem a potencialmente “resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, é avaliada por Moraes como um provável ilícito à Lei das Eleições.

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Quem conhece Alexandre de Moraes também dá como certo o fato de que o magistrado, como relator do inquérito das fake news, tem como meta puxar para si eventuais investigações de cunho eleitoral que dialoguem com a divulgação de informações maliciosas. Ao contrário do STF, o TSE tem menos poder de fogo sobre políticos e candidatos em geral.

Na avaliação de críticos à atual formação da Corte Eleitoral, o perfil dos magistrados, de resto completamente diferente de quando o próprio Moraes presidiu o Tribunal Superior Eleitoral, é mais apaziguador, o que permitiria interpretações mais elásticas sobre propaganda e fatos desabonadores contra adversários.

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Sob a batuta do ministro tido como algoz do bolsonarismo, o TSE determinou a retirada de sucessivas reportagens do ar, impediu o lançamento de um documentário de viés favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro e decidiu que determinados temas considerados fake news e que fossem semelhantes a conteúdos já condenados pelo TSE poderiam ser retirados do ar sem ordem judicial expressa.

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