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A saída de Damares do governo e a ambiguidade da ministra

Pastora tenta atenuar o impacto político da preparação de sua renúncia

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 Maio 2019, 19h37 | Atualizado em 3 Maio 2019, 23h17

A ministra Damares Alves, titular da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, divulgou no fim da tarde desta sexta-feira, 3, um vídeo no Twitter sobre reportagem publicada na edição de VEJA desta semana. O texto da revista informa que ela está preparando sua saída do governo. Cansada, com a saúde debilitada e sofrendo ameaças anônimas de morte, a ministra já avisou o presidente Jair Bolsonaro dos seus planos.

Assim que a edição de VEJA chegou às bancas e às redes sociais, a ministra deu entrevista sobre o assunto e distribuiu uma nota lacônica em que diz apenas o seguinte: “Informo que não pretendo sair do governo”. Em entrevistas, Damares disse que esteve com jornalistas da revista, mas que houve “um grande mal-entendido”. E acrescentou: “Ficarei neste governo até onde minha saúde aguentar, mas tenho tido alguns problemas de saúde”. A ministra também confirmou as ameaças de morte que vem recebendo.

https://twitter.com/DamaresAlves/status/1124412410046054406

Como seus comentários deram margem à interpretação de que a reportagem de VEJA estava errada, a ministra postou o vídeo no Twitter no qual reafirma sua disposição para ficar no governo e declara o seguinte: “Não estou desmentindo a revista”.

A ambiguidade de Damares — ora garante que não prepara sua saída, ora diz que não desmente VEJA — se explica pelo impacto político da informação. A ministra está, sim, se organizando para encerrar sua participação no governo até, no máximo, dezembro deste ano — e por isso diz que não está desmentindo a revista. No entanto, ela não quer precipitar negociações sobre seu posto, nem revelar publicamente conversas que teve em privado com o presidente Bolsonaro e seu círculo de assessores. Numa ocasião recente, a ministra Damares chegou a dizer que “já devia ter saído” do governo. VEJA, portanto, mantém o que está publicado na reportagem que pode ser lida aqui.

 

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