Promoção do Ano: VEJA por apenas 4,00/mês
Continua após publicidade

Advogado deixa defesa de Temer por conflito ético com Funaro

Antonio Mariz já defendeu no passado o operador financeiro, um dos delatores que embasaram nova denúncia apresentada pela PGR contra o presidente

Por Guilherme Venaglia
Atualizado em 22 set 2017, 16h01 - Publicado em 22 set 2017, 10h00
  • Seguir materia Seguindo materia
  • Advogado Antonio Mariz
    Defensor de Temer na primeira denúncia, Antonio Claudio Mariz faz sustentação no plenário da Câmara (Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)

    O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira decidiu nesta sexta-feira deixar a defesa do presidente Michel Temer (PMDB) em razão da nova denúncia que tramita na Câmara dos Deputados. Ele já advogou, no passado, para o operador Lúcio Funaro, que em sua delação comprometeu o presidente com acusações de corrupção. “Eu permaneço como advogado pessoal dele [Temer], mas não posso defendê-lo neste caso, porque já defendi o Funaro. E eu acredito que eticamente seja conflitante, uma vez que a delação dele é uma das que embasam a denúncia”, afirmou a VEJA.

    Mariz disse que Michel Temer ainda não definiu quem será seu advogado em relação à acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas que ele se comprometeu a sugerir uma lista de nomes ao presidente, da qual deve sair o novo defensor. Durante a tramitação da primeira denúncia feita pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot, Antonio Mariz fez sustentações orais na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Câmara, proporcionando argumentos jurídicos para os parlamentares que estavam decididos a defender Temer.

    Questionado, ele disse que não atuou em favor de Lúcio Funaro em nenhum processo específico, mas deu consultoria ao operador no início das investigações contra ele, entre 2014 e 2015. Apontado como uma espécie de ‘banqueiro informal’ do PMDB, Funaro foi preso em julho de 2016 e, em sua colaboração, acusou o presidente de receber e intermediar propinas, conforme antecipou VEJA há duas semanas.

    As declarações do operador foram utilizadas pela PGR para corroborar a tese da existência de uma “organização criminosa” do PMDB da Câmara, que teria Temer como líder. Na peça apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e remetida à Câmara dos Deputados, Janot afirma que o grupo aumentou suas atividades ilícitas após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a ascensão de Temer à Presidência.

    O presidente não tem prazo para definir um novo advogado. No entanto, com a chegada da acusação ao Congresso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve determinar a notificação dele sobre a denúncia. A partir do recebimento da notificação, Temer terá um prazo de dez sessões para apresentar sua defesa. Ele pode fazer a sustentação oral na CCJ pessoalmente ou através de seu novo defensor.

    Publicidade

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Veja e Vote.

    A síntese sempre atualizada de tudo que acontece nas Eleições 2024.

    OFERTA
    VEJA E VOTE

    Digital Veja e Vote
    Digital Veja e Vote

    Acesso ilimitado aos sites, apps, edições digitais e acervos de todas as marcas Abril

    2 meses por 8,00
    (equivalente a 4,00/mês)

    Impressa + Digital
    Impressa + Digital

    Receba 4 Revistas no mês e tenha toda semana uma nova edição na sua casa (equivalente a 12,50 por revista)

    a partir de 49,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

    PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
    Fechar

    Não vá embora sem ler essa matéria!
    Assista um anúncio e leia grátis
    CLIQUE AQUI.