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As perguntas que Lula e Flávio evitam ao fugir dos debates

Ausência dos candidatos nos confrontos públicos transforma a campanha em comunicação voltada às próprias bolhas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 ago 2026, 15h12 | Atualizado em 31 ago 2026, 12h10
As perguntas que Lula e Flávio evitam ao fugir dos debates Priorizar nos meus resultados Google

A ausência de Lula e Flávio Bolsonaro nos debates não significa apenas que os dois candidatos deixam de apresentar e confrontar propostas para o país. Também permite que escapem de perguntas incômodas sobre episódios explorados durante a campanha. No programa Os Três Poderes, de VEJA, apresentado por Ricardo Ferraz, a editora Laryssa Borges avaliou que a recusa ao confronto direto protege os dois principais candidatos da exposição de seus “telhados de vidro” (este texto é um resumo do vídeo acima).

Para Laryssa, o debate político perdeu espaço para uma comunicação direcionada às redes sociais e aos próprios apoiadores. “Falar para a própria bolha é um debate de uma pessoa só, é um monólogo”, afirmou. O resultado, segundo ela, é uma campanha em que o eleitor tem menos oportunidades de conhecer em profundidade as propostas dos candidatos para temas como segurança, saúde e educação.

A editora, porém, apontou uma segunda consequência dessa estratégia. Um debate aberto, em sua avaliação, obrigaria Lula e Flávio a responder não apenas sobre seus programas de governo, mas também sobre questionamentos que hoje cercam suas candidaturas.

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O que Lula teria de explicar em um debate?

Ao tratar do presidente, Laryssa mencionou reportagem de VEJA sobre as investigações envolvendo Lulinha e as relações mantidas por pessoas próximas ao filho de Lula com integrantes do governo. Na avaliação de Laryssa, Lula teria de responder de forma mais detalhada aos questionamentos levantados pelo caso, em vez de simplesmente classificá-los como ilações.

A editora argumentou que o eleitor teria interesse em saber até onde chegariam as relações investigadas envolvendo lobistas, o filho do presidente e integrantes do governo. As suspeitas, ressaltadas por Laryssa no programa, estão entre os assuntos que poderiam ser submetidos diretamente ao contraditório caso Lula comparecesse aos debates.

Quais perguntas Flávio Bolsonaro enfrentaria?

Laryssa aplicou o mesmo raciocínio a Flávio Bolsonaro. Segundo ela, um confronto com adversários abriria espaço para cobranças sobre questões que envolvem o candidato e pessoas próximas a ele.

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A editora afirmou que Flávio prometeu uma auditoria relacionada aos gastos do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, mas, segundo sua análise, não apresentou explicações detalhadas sobre o assunto. Ela também citou dúvidas envolvendo Daniel Vorcaro, do Master, e a participação de Eduardo Bolsonaro em episódios relacionados à captação de recursos mencionados durante o programa. Para ela, são temas sobre os quais um debate permitiria aos adversários cobrar respostas diretamente do candidato.

Por que a ausência dos debates favorece os candidatos?

Na avaliação da editora, evitar esses encontros permite que Lula e Flávio respondam às controvérsias dentro de ambientes mais controlados, sem o confronto imediato de adversários. “São grandes dúvidas de eleitores que não são respondidas, não vão ser respondidas porque os candidatos simplesmente se recusam a ir ao debate”, disse.

Laryssa argumentou que a ausência prejudica tanto a discussão sobre propostas quanto o esclarecimento das controvérsias que acompanham as candidaturas. Para ela, os eleitores precisam das duas dimensões para formar sua escolha: saber o que os candidatos pretendem fazer e ouvir suas respostas sobre episódios que colocam suas campanhas sob pressão.

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Sem esse confronto, a campanha corre o risco de permanecer no que a editora descreveu como um “fogo cruzado”, com acusações circulando sem que os principais candidatos sejam colocados frente a frente para respondê-las. “Isso é fundamental para o eleitor montar a sua convicção”, concluiu Laryssa.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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