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Bolsonaro diz que recebimento de pedras preciosas é calúnia de deputada

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acusou ex-presidente de receber propina, mas foi desmentida por advogado que deu gemas que valeriam apenas R$ 400 a ex-presidente

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 ago 2023, 15h55
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O ex-presidente da República Jair Bolsonaro usou suas redes sociais neste sábado para dizer que foi caluniado por uma deputada do PCdoB na CPI do 8 de janeiro, que investiga os atos golpistas. A crítica do ex-presidente é uma referência às declarações da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que na terça-feira dia 2, acusou o presidente e a esposa Michelle de envolvimento em um esquema com pedras preciosas, durante audiência da comissão.

“Há poucos dias fui caluniado por uma deputada do PCdoB, na CPMI, como tendo recebido diamantes para financiar atos antidemocráticos”, escreveu Bolsonaro. “Só no Brasil uma comunista, muito bem nutrida, que nunca passou fome na vida, fala em defender a democracia. Depois de muitos ataques pela grande mídia contra a minha pessoa, a verdade apareceu”, continuou o ex-presidente da República.

Também na terça-feira, Jandira reforçou as acusações, durante entrevista para o site TV Fórum. Troca de mensagens da ajudância de ordens do Palácio do Planalto, obtidas pela CPI, revela que Bolsonaro e Michelle foram presenteados com um envelope contendo pedras preciosas, durante visita oficial do então presidente da República à cidade mineira de Teófilo Otoni, conhecida por ser a “Capital das Pedras Preciosas”, em outubro. Segundo a deputada, o ato configuraria pagamento de propina de garimpo ilegal. “Só teve dois caminhos, ou ele roubou, e ficou para ele o dinheiro, ou ele usou para financiar os atos golpistas”, disse Jandira.

No vídeo, Bolsonaro fez referência a uma reportagem da Folha de S. Paulo sobre o fato. O jornal localizou o empresário que deu o presente. “A própria Folha de SP identificou o advogado, morador de Teófilo Otoni/MG, como o doador das pedras, que não eram diamantes”, escreveu o presidente.

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Em entrevista, o advogado Josino Correia Junior afirma que o envelope continha pedras semipreciosas, no valor de apenas 400 reais. “Esperar honra, respeito, democracia e verdade de um(a) comunista é uma utopia. Mentir, caluniar e acusar os outros do que eles são, é o método”, escreveu Bolsonaro.

A CPI deve encaminhar solicitação para a Procuradoria-Geral da República para investigar a origem e o paradeiro das gemas.

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