Carta ao Leitor: Largada em alto nível
VEJA deu início ao ciclo de grandes eventos das eleições deste ano com o projeto Rumos do Brasil
Na segunda-feira 15, VEJA deu início ao ciclo de grandes eventos das eleições deste ano com o projeto Rumos do Brasil. No Teatro Santos Augusta, em São Paulo, revezaram-se no palco, em sessões de entrevistas com jornalistas da publicação, seis candidatos. Estiveram por lá três presidenciáveis (Flávio Bolsonaro, do PL, Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo) e três postulantes aos governos estaduais: dois de São Paulo (Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT) e um do Paraná (Sergio Moro, do PL). O evento foi transmitido pela TV VEJA+ e contou com a presença de 25 veículos de mídia.
As conversas mostraram que é possível fazer uma discussão civilizada e de alto nível no Brasil, mesmo quando há um claro antagonismo entre dois concorrentes, caso de Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, favoritos na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. Um dos gestores que mais vêm acelerando as desestatizações e parcerias público-privadas, com destaque para a privatização da Sabesp, realizada em sua gestão, Tarcísio disse que as críticas a medidas como essa são contaminadas por questões políticas, elencou os resultados positivos da venda do controle da maior companhia de saneamento básico do país e cravou uma frase de efeito sobre o tema: “Ideologia e aritmética são valores que não se misturam”. Na sequência do evento, Haddad concordou com a frase, mas criticou o processo da Sabesp. “Por que canalizamos a venda para uma só empresa, com critérios absolutamente opacos?”, disse o petista, já antecipando um dos grandes temas da campanha ao governo. Dois dos maiores desafios do país na atualidade, a segurança e a corrupção, estiveram na pauta das reflexões de Zema, Caiado e Moro. Em conversa com Mauricio Lima, CEO da Editora Abril e diretor de redação de VEJA, Flávio Bolsonaro antecipou pontos importantes de sua plataforma, como a manutenção do Bolsa Família, a reforma administrativa e um “tesouraço” nos gastos do governo. A preocupação com o descontrole das contas públicas, aliás, mereceu destaque no pronunciamento de abertura do Rumos do Brasil, feito por Fábio Carvalho, chairman do Grupo Abril e publisher da Editora Abril, que publica VEJA. “Há uma tempestade muito séria no país”, alertou.
O evento terá uma segunda edição no fim deste ano, reforçando a missão de VEJA de fomentar debates sobre os grandes temas nacionais. Esse é um dos pilares da revista, que chega agora ao número 3 000. No caderno especial, um conjunto de matérias relembra como VEJA acompanhou as grandes transformações do país rumo à modernidade, ao mesmo tempo que aponta para o futuro, exibindo exemplos de excelência nas mais diferentes áreas no Brasil.
Boa leitura!
Publicado em VEJA de 19 de junho de 2026, edição nº 3000







