Com 100 dias de governo, já tem gente pensando em sucessão
Advogados ligados ao PT admitem que o Tribunal Superior Eleitoral poderia ser consultado sobre eventual candidatura de Janja
Pode não ter fundamento político algum, mas uma menção recente de advogados ligados ao PT à possibilidade de a socióloga Janja da Silva se candidatar à sucessão do presidente Lula jogou gasolina na rede de intrigas que petistas e partidos aliados do governo nutrem contra a primeira-dama. A Constituição proíbe expressamente que cônjuges de detentores de mandatos no Executivo disputem a eleição, mas interlocutores com trânsito no Poder Judiciário defendem a tese de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderia ao menos ser provocado por meio de uma consulta para se manifestar sobre a hipótese.
Funcionaria assim: caso a primeira-dama desse sinais claros de que considera a ideia de enveredar pelo mundo político, um partido entraria no TSE com um recurso que se chama consulta eleitoral. Nele, a legenda relataria o caso de forma hipotética e questionaria a Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de Janja, como parente do presidente Lula, ser autorizada a disputar um cargo eletivo. A resposta à consulta não significa um julgamento prévio do TSE sobre o caso, mas poderia sinalizar a pré-disposição da Justiça em não barrar o registro da candidatura futuramente.
Os defensores da consulta ao TSE encontraram entre os julgamentos do Tribunal Eleitoral um caso em que em 2002 a justiça autorizou que uma primeira-dama pudesse se candidatar à sucessão do marido. Naquele ano à Rosinha Garotinho, então primeira-dama do Rio de Janeiro, foi garantido o direito de disputar a sucessão de Anthony Garotinho após ele, ainda em primeiro mandato, ter se desincompatibilizado do cargo para tentar a corrida presidencial. Na época, o entendimento foi de que a proibição de eleição de cônjuge não se aplicava ao caso porque Garotinho não estava mais no posto de chefe do Executivo na época da eleição. Por essa lógica, admitindo que o TSE repita a interpretação, Lula teria de desistir de concorrer a um novo mandato e ainda deixar o Palácio do Planalto seis meses antes da disputa de outubro de 2026.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif?quality=70&strip=info)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif?quality=70&strip=info)