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Como a decisão abrupta de Ratinho Júnior bagunça o plano do PSD para 2026

Desistência de última hora expõe fragilidade do PSD e reforça cenário de polarização entre Lula e bolsonarismo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 mar 2026, 13h02 | Atualizado em 24 mar 2026, 16h51

A decisão de Ratinho Júnior de abandonar a disputa presidencial, às vésperas da escolha do candidato do PSD, expôs não apenas uma reviravolta interna no partido, mas também as dificuldades estruturais para a consolidação de uma terceira via no país. O episódio foi analisado no programa Ponto de Vista, apresentado por Veruska Donato, com participação de Mauro Paulino, Robson Bonin e do cientista político Adriano Cerqueira (este texto é um resumo do vídeo acima).

A desistência, anunciada de forma abrupta após articulações avançadas, ocorre em meio a um cenário de forte polarização política e crise institucional — fatores que, segundo os analistas, dificultam o surgimento de uma candidatura alternativa competitiva.

Por que Ratinho Júnior desistiu da disputa?

A decisão foi tomada de forma repentina, após o governador já estar prestes a ser lançado oficialmente como presidenciável.

Segundo Bonin, o recuo teve peso pessoal e familiar.

“Ele ouviu a família e decidiu continuar no governo do Paraná.”

A avaliação envolveu riscos políticos e pessoais de uma campanha nacional considerada “barra pesada”.

O que a saída revela sobre o PSD?

A desistência expôs fragilidade na articulação do partido.

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“Foi um fiasco dessa articulação política do PSD.”

O movimento também gerou desconforto interno, especialmente entre outros presidenciáveis da sigla, como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.

O Paraná pesou na decisão?

O cenário local foi determinante.

Segundo Paulino, a entrada de Sergio Moro na disputa estadual ameaçou a hegemonia de Ratinho no estado.

“Ratinho viu ameaçada a sua influência no Paraná.”

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Além disso, o governador avaliou que sua atuação regional poderia ser mais relevante do que uma candidatura nacional.

Ainda havia espaço para uma terceira via?

Paulino destaca que existia uma brecha para um candidato moderado, capaz de dialogar com diferentes campos.

“Existiria esse espaço para uma candidatura de terceira via.”

Na prática, porém, esse espaço não se consolidou.

Por que a terceira via não decola?

Para Cerqueira, o problema é estrutural.

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“As crises institucionais geram rupturas e favorecem a polarização.”

A sequência de eventos políticos recentes — da Lava Jato à atual crise de credibilidade das instituições — reforçou o ambiente de disputa entre dois polos.

A polarização segue dominante?

O cenário eleitoral continua dividido entre governo e oposição.

“O brasileiro está ou no campo da esquerda de Lula ou na oposição bolsonarista.”

Esse quadro dificulta o surgimento de alternativas competitivas fora desses dois blocos.

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Quem se beneficia com esse cenário?

Segundo os analistas, a reorganização do campo bolsonarista amplia sua capacidade de disputar o eleitorado moderado.

Ao mesmo tempo, Lula mantém a força do incumbente e a centralidade no campo governista.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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