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Defesa de Temer afirma que delator não entregou provas

Criminalista Eduardo Carnelós argumenta que decisão também não apresentou nenhuma comprovação

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 mar 2019, 18h01 | Atualizado em 3 jul 2026, 11h02
Defesa de Temer afirma que delator não entregou provas Priorize VEJA no Google

O criminalista Eduardo Pizarro Carnelós disse nesta quinta-feira, 21, que a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB) “constitui mais um, e dos mais graves atentados ao Estado democrático e de Direito no Brasil”. O advogado do ex-presidente argumenta que os a investigação baseou-se nas palavras de um delator e que a decisão do juiz Marcelo Bretas não apresentou nenhum elemento de prova contra seu cliente que comprove o que foi dito no acordo de delação.

No ano passado, o doleiro Lúcio Funaro entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações complementares do seu acordo de colaboração premiada. Entre os documentos apresentados estão planilhas que, segundo o delator, revelam o caminho de parte dos 10 milhões de reais repassados pela Odebrecht ao MDB na campanha de 2014.

“Certo que o próprio delator nada apresentou que pudesse autorizar a ingerência de Temer naqueles fatos”, afirmou o advogado, em nota. Carnelós acrescenta que está pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal um recurso contra um inquérito aberto após requerimento da Procuradoria Geral da República.

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“Resta evidente a total falta de fundamento para a prisão decretada, a qual serve apenas à exibição do ex-presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção, escarnecem das regras básicas inscritas na Constituição da República e na legislação ordinária. O Poder Judiciário, contudo, por suas instâncias recursais, haverá de, novamente, rechaçar tamanho acinte”, conclui o defensor de Temer.

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Também por nota, o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira afirmou que a prisão do ex-presidente é desnecessária. “Não se tem conhecimento de nenhum fato que autorizasse essa medida de força uma vez que Michel Temer, desde que saiu da Presidência está, como sempre esteve, pronto a responder a qualquer intimação da Justiça ou da polícia, não tendo sido, no entanto, procurado por nenhuma autoridade policial ou judiciária”, disse.

(com Estadão Conteúdo)

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