Fenômeno nas redes, Augusto Cury tem gasto tímido com impulsionamento
Candidato do Avante gastou menos para patrocinar suas publicações do que maioria dos principais adversários
O candidato do Avante a presidente, o escritor e psiquiatra Augusto Cury, ganhou projeção nos últimos dias pelo forte crescimento de seguidores em suas redes sociais. Foram dois milhões de novos seguidores, de acordo com a Nexus.
Cury também saltou de 2% para 11% no principal cenário de primeiro turno da nova pesquisa BTG/Nexus, uma alta de nove pontos percentuais em apenas uma semana, e passou a ocupar isoladamente a terceira posição da disputa presidencial.
Ele teve até agora, contudo, um gasto tímido nos impulsionamentos nas redes sociais da Meta (Instagram, Facebook e Threads), em comparação com seus rivais.
No último mês, foram 26.000 reais para aumentar o alcance de suas publicações, de acordo com a Biblioteca de Anúncios da empresa.
No mesmo período, o recordista disparado foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que gastou 932.300 reais. Logo depois, vem Ronaldo Caiado (PSD), com 326.000. Romeu Zema (Novo) gastou 82.000.
Flávio Bolsonaro (PL) não gastou até agora com impulsionamentos, mas seu partido, o PL, teve despesas de 34.000. Quando são considerados os últimos três meses, a legenda desembolsou 748.100, atrás apenas de Lula e do PT.
Em cenário parecido, Renan Santos (Missão) também não realizou patrocínios nos últimos 30 dias, mas gastou 330.600 em 90 dias.
O gasto baixo de Cury pode ser explicado, em parte, porque o escritor já tinha um patamar alto de seguidores, mesmo antes da alta recente.
No Instagram, por exemplo, ele tem 10,7 milhões, atrás apenas de Lula (14,9 milhões) e de Flávio (11,4).
O número é bem mais alto do que os de Zema (3,5 milhões), Renan (2,4) e Caiado (2,2).







