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General diz não se lembrar de conversa sobre intervenção

Édson Rosty foi citado em mensagem encontrada pela Polícia Federal no celular do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jun 2023, 08h07
General diz não se lembrar de conversa sobre intervenção Priorizar nos meus resultados Google

Além de suplicar por uma determinação do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma intervenção militar, o coronel Jean Lawand Júnior citou o apoio de outros militares para sustentar o aval das Forças Armadas a um golpe para reverter o resultado das eleições de 2022.

Os contatos de Lawand, que ocupa um cargo do Estado-Maior do Exército, se deram com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Reveladas por VEJA, as mensagens foram encontradas pela Polícia Federal no telefone celular de Cid, que está preso desde o dia 3 de maio.

Um dos militares mencionados por Lawand é o general de divisão Edson Skora Rosty, à época subcomandante de Operações Terrestres. O coronel repassou a Mauro Cid uma mensagem na qual um “amigo do Quartel-General”, sem detalhar o nome, dizia ter conversado com Rosty sobre o apoio do Exército a uma intervenção.

“Meu amigo, na saída do QG encontro bom [com] o ROSTY, SCmt COTER. Foi uma conversa longa, mas para resumir, se o EB [Exército Brasileiro] receber a ordem, cumpre prontamente. De moto [modo] próprio o EB nada vai fazer porque será visto como golpe. Então, está nas mãos do PR [presidente da República, Jair Bolsonaro]”, repassou Lawand a Cid no dia 2 de dezembro.

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Questionado por VEJA, o general Edson Rosty diz não se lembrar da conversa repassada por Lawand.

“Eu não sei o que se trata. E um cara, que não se sabe quem, disse que conversou comigo na saída do QG. Eu já começo a achar isso difícil, porque quando eu frequentava o QG eu tinha viatura funcional, dificilmente estaria conversando com alguém na saída. Isso não é coerente. Aí esse cara falou com o Lawand, que disse, que disse… Uma fofoquinha de quem falou”, afirmou o general.

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Ele ressaltou que, apesar de considerar difícil a conversa ter acontecido na circunstância relatada, o que teria sido dito é algo apenas “coerente”.

“Você acha que o Exército, por iniciativa própria, vai atuar em alguma intervenção? Não. Esqueça esse fato de agora. Porque a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro foi o Exército que fez, não foi? Houve uma ordem, o apoio governamental, caracterizada pela Garantia da Lei e da Ordem. Então o teor dessa conversa que você está dizendo nada mais é do que a Legislação certa”, afirma.

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O general disse ainda desconhecer a investigação em andamento e afirmou que até o momento não foi acionado ou chamado a prestar outros esclarecimentos.

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