George Bush é surpreendido com visita inesperada de Bolsonaro
Ex-presidente americano não esteve envolvido nos arranjos da viagem do brasileiro nem o convidou para a reunião, diz assessoria
O ex-presidente George W. Bush foi pego de surpresa pelo anúncio da visita de Jair Bolsonaro, marcada na agenda oficial de sua viagem a Dallas para as 15h (17h, em Brasília) desta quarta-feira. Segundo o assessor de imprensa de Bush, Freddy Ford, Bush não fora consultado previamente nem convidara o brasileiro para um encontro na cidade texana.
“Ao contrário de algumas reportagens, o presidente Bush não esteve envolvido nos arranjos da viagem e não estendeu o convite para (Bolsonaro) vir a Dallas”, afirmou Ford, em resposta a questionamentos de VEJA.
“Mas claro que ele concordou em se encontrar com o presidente Bolsonaro em seu escritório quando soube de sua visita à cidade – uma cortesia que ele regularmente estende aos dignitários estrangeiros quando estão nesta região”, completou.
Viagens internacionais do presidente da República brasileiro costumam ser preparadas com extremo cuidado pelo Itamaraty e o Palácio do Planalto, não apenas no aspecto da segurança como também da negociação das visitas de interesse do líder. Em geral, há consultas prévias e discussão de possíveis datas, horários e locais, assim como dos temas a serem tocados na conversa. Posteriormente, há confirmação dessa agenda.
A resposta de Ford indica que esses passos não foram tomados pelo governo brasileiro com o tempo devido e que Bush acabou aceitando um pedido enviado às pressas para não constranger o visitante. Pouco antes da chegada de Bolsonaro, as assessorias de imprensa do Palácio do Planalto e do Itamaraty não tinham a confirmação do encontro, que surgiu depois de ter ingressado no hotel de Dallas onde estará hospedado até a quinta-feira, 16.
A imprensa não terá acesso à reunião de Bolsonaro com Bush, que tem se posicionado contra o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem o líder brasileiro visitou na Casa Branca em 19 de março passado e devota clara admiração. Não há expectativas de divulgação de fotos e relatos sobre o encontro. O assessor de George W. Bush não respondeu se o ex-presidente se disporia a uma conversa, depois da reunião.
VEJA também perguntou ao assessor se Bush poderia comentar sobre a guinada na diplomacia brasileira, desde a posse de Bolsonaro, conhecido internacionalmente como o “Trump brasileiro”, e sobre as preocupações da comunidade LGBTQ de Dallas, que organiza protesto contra a presença o presidente sul-americano.
O republicano George W. Bush manteve, em seu período como presidente dos Estados Unidos, uma amizade antes considerada improvável com o então líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de sua retórica contrastante com a do petista e dos interesses nem sempre convergentes dos dois países, ambos os líderes se reuniram várias vezes – uma delas, em um churrasco na Granja do Torto, em Brasília em 2005, logo depois de o Brasil, a Argentina e a Venezuela terem enterrado as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em Mar del Plata.






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif?quality=70&strip=info)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito](https://beta-develop.veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif?quality=70&strip=info)