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MP-SP reage a ataque de Ciro a promotora: ‘completamente inapropriado’

Nesta terça-feira, em SP, pré-candidato do PDT à Presidência chamou de 'filho da p...' promotora que pediu inquérito por injúria racial contra ele

Por Estadão Conteúdo 18 jul 2018, 18h32 | Atualizado em 18 jul 2018, 19h48
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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) reagiu nesta quarta-feira 18 ao ataque do pré-candidato do PDT à Presidência da República Ciro Gomes contra a promotora que pediu a abertura de um inquérito para investigá-lo pelo crime de injúria racial ao chamar o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM) de “capitãozinho do mato”. Nesta terça-feira 17, pensando se tratar de um promotor, Ciro declarou que o autor do pedido de investigação é um “filho da p…”.

Por meio de nota, o MP paulista afirma que “os termos com os quais o investigado referiu-se à promotora são completamente inapropriados”.

“Compete ao conjunto dos promotores de Justiça, nos termos do artigo 127 da Carta Magna, defender a ordem jurídica e o regime democrático. E esse trabalho continuará sendo feito com a mais absoluta serenidade, levando-se em conta rigorosos parâmetros de profissionalismo, técnica e impessoalidade”, diz a nota.

A declaração de Ciro Gomes foi dada em um evento na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na capital paulista. “Um promotor aqui de São Paulo agora resolveu me processar por injúria racial. E pronto, um filho da p… desse faz isso”, afirmou, ao reclamar do ativismo judiciário sobre os demais poderes.

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta quarta, Ciro se defendeu e pediu que o MP não se ocupe de “baboseiras da política”. “Num ambiente democrático ele pode defender o que quiser e eu posso criticá-lo. Eles me chamam de coronel todo dia por quê? Porque sou nordestino. E eu vou judicializar isso? Deixe que eu cuido da política e o MP, por favor, vá cuidar das facções criminosas aqui em São Paulo, e não dessas baboseiras da política. Quer aparecer, por favor, bote uma melancia no pescoço”, declarou.

O ex-ministro também negou que tenha praticado racismo no comentário sobre Holiday, que, além de vereador, é integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Ele diz ter feito a alusão “defendendo os negros”. “Capitão do mato é a pessoa que se presta ao serviço de perseguir os negros. Este jovem entrou na política dizendo que ia acabar com as cotas, com o dia da consciência negra. Todas as entidades que defendem a questão dos negros chamam ele de capitão do mato”, criticou.

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