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APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

Nunes Marques volta a derrubar ‘Exército do Lula’ e diz que petista pode ser punido

Nova decisão desta terça, 13, condiciona retorno do canal de WhatsApp ao seu registro como propaganda eleitoral

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 out 2026, 11h12 | Atualizado em 13 out 2026, 11h19
Nunes Marques volta a derrubar ‘Exército do Lula’ e diz que petista pode ser punido Priorize VEJA no Google

O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a derrubar nesta terça-feira, 13, o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para alavancar a campanha petista. Para tentar conter a crise que o episódio gerou dentro da Corte, ele condicionou o funcionamento do canal ao registro como propaganda eleitoral — o que obrigará ao cumprimento de várias regras previstas nas legislações.

“Reconheço, com base nos elementos de vinculação e na certificação da ausência de comunicação indicados no tópico IV, que o canal ‘Exército do Lula’ vinha sendo utilizado na propaganda eleitoral da chapa presidencial sem a comunicação exigida”, diz trecho da decisão de Nunes Marques. Em seguida, ele complementa: “Condiciono a retomada do funcionamento do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral, no processo de registro da candidatura ou da coligação à qual esteja vinculado”.

O registro como propaganda eleitoral restringe o tipo de conteúdo e de comunicação que pode ser veiculada no canal. A disseminação de notícias falsas, por exemplo, pode levar à sua suspensão imediata pela Meta (empresa dona do WhatsApp) ou mesmo à fixação de multas.

No item seguinte, o presidente do TSE diz que “eventual responsabilização” pode mirar “não apenas o administrador dos canais, mas a coligação e os candidatos incumbidos do devido registro”. A ordem deixa claro que não apenas Janones, como também os titulares da chapa (Lula e Alckmin) também podem ser punidos.

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Na decisão, Nunes Marques fez críticas ao modelo de funcionamento do canal, que se dedicava à veiculação em massa de notícias, hashtags e informações que podem ajudar a campanha de Lula. “Embora os dados apurados até o
momento não permitam afirmar que o canal constitua, efetivamente, uma tropa digital substancialmente dedicada à desinformação, é certo que a sua forma de organização reproduz, em termos estruturais, o modelo dessas formações, marcado pela direção centralizada, pela hierarquia informal, pela uniformidade narrativa e pela mobilização sincronizada dos participantes”, disse o presidente do TSE em outro ponto da decisão.

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Entenda o caso

No último domingo, 11, Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal. Ele argumentou que o grupo estava sendo usado para mobilizar a disseminação em massa de notícias falsas sobre o senador, como que ele iria tirar Nossa Senhora de Aparecida do posto de Padroeira do Brasil ou que estava ligado às milícias cariocas.

Horas depois, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Boeas Cuêva derrubou a decisão de Nunes Marques e pôs o “Exército do Lula” de volta no ar. Isso porque o tipo de ação proposta pela campanha de Flávio — ação de investigação judicial eleitoral, a AIJE — é de competência do corregedor, e não do ministro presidente.

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Nunes Marques então encomendou um parecer da Assessoria Especial de Enfentamento à Desinformação (AEED), um braço técnico do TSE, pedindo uma análise sobre eventuais fake news que estivessem circulando dentro do canal “Exército do Lula”. O órgão disse, nesta segunda-feira, 12, que não encontrou nenhum dos episódios que motivou a primeira decisão de Nunes Marques que derrubou o canal.

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