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O que diz diretora do Datafolha sobre possibilidade de crescimento de Flávio Bolsonaro

Pesquisa mostra o senador numericamente à frente de Lula em simulação de segundo turno, em cenário ainda marcado por alta rejeição e indefinição do eleitor

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 abr 2026, 12h55 | Atualizado em 13 abr 2026, 13h06

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, afirmou que ainda é cedo para cravar a continuidade do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas, apesar de o levantamento mais recente indicar, pela primeira vez, o parlamentar numericamente à frente do presidente Lula em um eventual segundo turno, com 46% das intenções de voto, ante 45% do petista. A análise foi feita em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA.

Segundo Chong, o resultado representa uma mudança relevante no cenário eleitoral, mas ainda não permite conclusões definitivas. “A gente vem acompanhando as pesquisas desde o ano passado e essa é a primeira vez que o senador Flávio Bolsonaro fica numericamente à frente do presidente Lula”, disse.

A diretora ponderou, no entanto, que o quadro pode sofrer alterações significativas com o início oficial da campanha. “Ainda é cedo para dizer se isso vai continuar ou não. A campanha de fato ainda não começou, e as coisas podem mudar”, afirmou, destacando a necessidade de acompanhar os próximos levantamentos.

O cenário atual, de acordo com a pesquisa, indica uma disputa mais difícil para o presidente Lula do que em momentos anteriores. Chong apontou que há uma parcela relevante do eleitorado com rejeição ao petista, o que favorece candidatos que se posicionam como alternativa. “Tem uma parcela importante da população que é contra o atual presidente e votaria em algum candidato contra ele”, disse.

Esse ambiente também se reflete no desempenho de outros nomes testados, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, que apresentam competitividade em simulações de segundo turno. Para a diretora, esse movimento está ligado ao sentimento de antipetismo ainda presente no eleitorado.

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Apesar do avanço de Flávio Bolsonaro, Chong ressaltou que tanto ele quanto Lula enfrentam um obstáculo comum: os altos índices de rejeição. Segundo ela, esse fator tende a limitar o crescimento de ambos ao longo da campanha. “Os dois têm índices de rejeição muito altos, o que impõe um limite para até onde conseguem avançar”, explicou.

Outro ponto relevante é o elevado número de eleitores ainda desengajados. De acordo com a pesquisa, cerca de metade dos entrevistados não soube apontar espontaneamente um candidato. Para Chong, esse grupo será decisivo. “Tem uma parcela importante que ainda não está pensando na eleição e pode decidir mais para frente”, disse.

Nesse contexto, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro terão como principal desafio conquistar esse eleitorado não alinhado, considerado menos ideológico e mais sensível a temas do cotidiano, como economia e custo de vida. A definição desse voto, segundo a diretora, deve ocorrer apenas com o avanço da campanha.

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