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PF aponta ligação de Daniel Vorcaro com jogo do bicho e milícia no Rio

Conexões da família do banqueiro com o submundo do crime no Rio vêm à tona em nova fase da Operação Compliance Zero

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 11h17 | Atualizado em 14 Maio 2026, 15h00
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A nova fase da Operação Compliance Zero, que prendeu o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, revela conexões da família com o jogo do bicho e a milícia do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, o clã mantinha capangas em território fluminense para “intimidação física e constrangimento direto de alvos”.

O elo do banqueiro com os contraventores e paramilitares seria Manoel Mendes Rodrigues, descrito na investigação como “liderança de um braço local” do núcleo A Turma, a milícia privada de Vorcaro, em um desdobramento territorializado. O subnúcleo do Rio atuava a partir de ordens concretas do núcleo central, aponta a imvestigação. Manoel coordenaria “ameaças presenciais” e “ações intimidatórias”, de acordo com a PF.

“A autoridade policial ainda acrescenta ser plausível inferir que esse braço local é formado por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais. Tais circunstâncias conferem especial gravidade ao papel desempenhado por Manoel, na medida em que ele surge como elo entre o comando central da organização e a força local empregada para intimidação física e constrangimento direto de alvos”, diz um trecho da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da operação.

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Um dos episódios de intimação teria acontecido em junho de 2024, em Angra dos Reis, onde, segundo os investigadores, Manoel se apresentou como amigo de Vorcaro e mencionou que “mexia com jogo do bicho”. O contraventor é descrito por André Mendonça como um “intimidador qualificado” usado para “causar medo, conferir credibilidade à ameaça e projetar poder coercitivo no ambiente local”.

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“Manoel aparece, nesta fase, como responsável por disponibilizar mão de obra intimidatória e presença física no Estado do Rio de Janeiro, servindo de instrumento de coerção para a organização criminosa”, completa o ministro.

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