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APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

PSD volta a pedir ao Supremo segundo turno no Rio

Partido de Paes acionou novamente o tribunal para tentar reverter decisão do TSE que mandou retirar votação de Garotinho do total de votos válidos do 1º turno

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 out 2026, 18h49 | Atualizado em 14 out 2026, 19h02
PSD volta a pedir ao Supremo segundo turno no Rio Priorize VEJA no Google

O PSD, partido de Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 14, para pedir, novamente, a convocação de um segundo turno nas eleições para governador. A investida acontece após a Justiça Eleitoral declarar a vitória de Douglas Ruas (PL). A coligação do ex-prefeito carioca já havia acionado o STF, mas a ação foi rejeitada pelo ministro Cristiano Zanin.

O principal argumento do PSD é que os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) não poderiam ter sido contabilizados como nulos – como a votação do ex-governador foi desconsiderada, o candidato do PL passou de 49,27% dos votos válidos para 50,88%, o que o permitiu liquidar a eleição no primeiro turno. A linha de argumentação se assemelha ao que defenderam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral que ficaram vencidos no julgamento sobre a e eleição fluminense.

O partido sustenta que, mesmo que Garotinho tenha sido declarado inelegível, a votação dele não deveria ter sido retirada da base de cálculo e equiparada aos votos deliberadamente ou acidentalmente nulos. “A maioria absoluta não surgiu nas urnas; surgiu de uma operação jurídica posterior de subtração de votos”, diz um trecho da petição.

Os advogados afirmam que o resultado foi “produzido” após a abertura das urnas, “mediante a retirada retroativa de votos que haviam integrado a apuração oficial”, o que na visão do PSD viola a soberania popular. “A vontade deliberada do eleitor nunca foi a de eleger em primeiro turno o candidato que nele se saiu vencedor”, segue a equipe jurídica do partido.

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O relator ainda não foi definido. O PSD pede urgência na análise do processo, em virtude do calendário eleitoral, e defende de antemão que, se não for possível organizar o segundo turno em 25 de outubro, como vai ocorrer no resto do país, a Justiça Eleitoral defina uma data posterior para a votação.

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