Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

PT define candidato próprio para disputar o governo de Minas Gerais

Após meses de indefinição no estado, petistas desistem de estratégia de formar frente ampla com nome de centro

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jul 2026, 11h01 | Atualizado em 20 jul 2026, 11h57
PT define candidato próprio para disputar o governo de Minas Gerais Priorizar nos meus resultados Google

Após meses de indefinição, o Partido dos Trabalhadores bateu o martelo e decidiu que terá candidato próprio na disputa pelo governo de Minas Gerais. O nome a encabeçar a chapa será do deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT-MG), como anunciado por ele próprio nas redes sociais e oficializado em reunião do partido na manhã desta segunda-feira, 20.

“Esta semana foi bem agitada na minha vida. De Brasília a Belo Horizonte, também andando pelo interior do nosso estado, [tive] muitas conversas e reflexões sobre a nossa pré-candidatura ao governo do estado de Minas. Tomei uma decisão e quero compartilhar hoje com você. É o primeiro anúncio que estou fazendo formalmente da minha pré-candidatura ao governo do nosso querido estado de Minas Gerais“, disse Patrus Ananias em vídeo divulgado nas redes.

Além de deputado, Ananias foi prefeito de Belo Horizonte (1993-1996), inaugurando uma onda de chefes municipais de esquerda na capital mineira. Após ele ter deixado o cargo, a cidade foi governada por Célio de Castro (PSB), Fernando Pimentel (PT) e Marcio Lacerda (PSB), todos do mesmo grupo político. Em seguida, houve ainda Alexandre Kalil, à época filiado ao PHS e, mais à frente, ao PSD, pelo qual disputou o governo de Minas em 2022 com o apoio de Lula — atualmente ele está no PDT e é pré-candidato ao governo.

Patrus Ananias também foi ministro dos primeiros governos de Lula, tendo se tornado o responsável pela implementação do Programa Bolsa Família no país (foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2004 e 2010), e, com isso, se consagrado como nome forte no partido. Também foi ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016.

Continua após a publicidade

Sem frente ampla de centro

A definição da candidatura petista em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, põe fim a uma sonhada estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de formar uma frente ampla no estado, com um nome de centro encabeçando a chapa. Para o presidente, o melhor político para representar esse projeto era o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que chegou a ensaiar que aceitaria o desafio, mas acabou declinando. Depois dele, outros sete nomes foram cogitados até o PT fechar consenso em torno de Ananias.

Os nomes cogitados pelo PT para Minas até agora:

Continua após a publicidade
  1. Rodrigo Pacheco (PSB)
  2. Alexandre Kalil (PDT)
  3. Josué Gomes (PSB), presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar
  4. Marília Campos (PT)
  5. Paulo Guedes (PT)
  6. Sandra Goulart (PT)
  7. Gabriel Azevedo (MDB)
  8. Jarbas Soares (PSB)
  9. Patrus Ananias (PT)

O movimento petista deve provocar uma série de reações práticas na política mineira, levando o PSB a ocupar o espaço de vice, por exemplo, e aproximando o PSDB de Aécio Neves e outros partidos mais centristas a projetos políticos como o do MDB, que tem o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte (Gabriel Azevedo) como pré-candidato ao governo.

Continua após a publicidade

Outro nome certo na chapa petista é o da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG), que disputará uma vaga ao Senado Federal e lidera as pesquisas de intenção de voto para este cargo. Em um vídeo publicado também nesta segunda, Marília fala sobre a necessidade de formar consensos na política. Ela é uma das maiores incentivadoras do projeto de frente ampla que não conseguiu ser viabilizado. Contudo, apesar de muitos embates internos, Marília passou a recuar e acatar o que o partido definisse, desde que a mantivesse na disputa ao Senado. “Já explicitei as minhas posições e a minha estratégia. Ao PT, caberá conduzir o processo. Não me posicionarei novamente. E acatarei as posições que o partido definir”, disse.

Marília Campos vinha andado pelo estado com os pré-candidatos do MDB e do PSB, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares, respectivamente. Mas chegou a apagar publicações nas quais tecia elogios a eles depois que o PT passou a sinalizar uma candidatura própria.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).