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PT discute plano B para 2026 e admite nos bastidores risco de Lula ficar fora da disputa

Debate interno sobre sucessão ganha força diante da alta rejeição do presidente e do avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2026, 15h00 | Atualizado em 3 abr 2026, 16h37

O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o aumento da rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriram, nos bastidores do PT e do Palácio do Planalto, uma discussão sensível: a possibilidade de o petista não disputar a próxima eleição presidencial (este texto é um resumo do vídeo acima).

No programa Ponto de Vista, o colunista Robson Bonin e o cientista político Marco Antonio Teixeira analisaram o cenário e apontaram que a sucessão no campo governista já está em curso — ainda que de forma não oficial.

Lula pode mesmo ficar fora da eleição?

Segundo Bonin, a hipótese de substituição do presidente não é mais tratada como improvável dentro do governo. O avanço da rejeição e o risco eleitoral têm alimentado essa discussão.

“Há muita gente que acredita dentro do PT que ele deveria se preocupar com o fato de poder terminar a biografia perdendo para o filho do Bolsonaro”, afirmou.

A avaliação interna, segundo ele, é de que Lula pode até vencer, mas já enfrenta desgaste suficiente para colocar sua candidatura sob questionamento estratégico.

Quem são os nomes testados para a sucessão?

O nome de Camilo Santana surge como uma aposta para o futuro do partido, com apoio dentro do governo. Bonin afirma que ele foi testado em pesquisas e é visto como um quadro com potencial de crescimento.

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Ao mesmo tempo, Fernando Haddad aparece como alternativa mais imediata. Para Teixeira, o ex-ministro reúne condições mais concretas para uma eventual substituição no curto prazo.

“Haddad já tem praticamente a mesma intenção de voto que o Lula, com algo em torno de 10% a menos de rejeição”, disse.

Por que Haddad ainda enfrenta resistência no PT?

Apesar de ser um nome competitivo, Haddad não é unanimidade dentro do partido. Bonin aponta que há desconfiança sobre seu perfil político e sua disposição para a disputa.

Segundo ele, setores da legenda consideram que o partido precisa de um candidato mais combativo, disposto a enfrentar a campanha com maior intensidade.

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O PT consegue se renovar?

Para Teixeira, o debate expõe uma dificuldade estrutural do partido: a renovação de lideranças. O cientista político afirma que o PT ainda depende fortemente de figuras consolidadas.

“Há uma incapacidade do PT de se renovar, de produzir lideranças novas”, disse.

Nesse contexto, Camilo é visto como um projeto de médio prazo, enquanto Haddad surge como solução mais imediata — caso Lula recue.

O avanço de Flávio é mérito próprio?

Na avaliação de Teixeira, o crescimento do senador está menos ligado a qualidades individuais e mais à rejeição ao governo.

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“Esse crescimento do Flávio é muito mais uma negação ao Lula e ao PT do que méritos do próprio Flávio”, afirmou.

O fenômeno reforça o caráter polarizado da disputa, em que o voto tende a ser orientado pela rejeição ao adversário.

Ainda há espaço para uma terceira via?

Os analistas são céticos quanto à viabilidade de uma alternativa fora da polarização. Para Teixeira, o cenário aponta para uma disputa direta entre lulismo e bolsonarismo.

“Dificilmente teremos um processo propositivo”, disse.

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A tendência, segundo ele, é de uma eleição marcada por confronto direto entre os dois campos, com pouco espaço para candidaturas intermediárias.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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