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APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

Ruas descarta modelo Bukele no Rio e diz que ‘preso terá de trabalhar’

Candidato do PL ao governo fluminense promete retomada de territórios dominados pelo crime e construção de presídios

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2026, 16h53 | Atualizado em 19 ago 2026, 17h55
Ruas descarta modelo Bukele no Rio e diz que ‘preso terá de trabalhar’ Priorize VEJA no Google

O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, descartou nesta quarta-feira, 19, a adoção no estado do modelo de segurança pública do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Durante sabatina de VEJA, ele afirmou que a legislação penal brasileira impede um governador de reproduzir integralmente a política de encarceramento adotada pelo salvadorenho.

“Para aplicar aquele modelo na risca do que o Bukele faz lá, precisa ter toda uma reformulação do sistema de Justiça nacional. Não é uma questão em que qualquer governador de estado tem autonomia total para poder implementar”, disse.

Ruas, porém, defendeu uma política de enfrentamento direto ao crime organizado, baseada na retomada de territórios dominados por facções. Segundo ele, o governo precisa entrar nas comunidades e permanecer nelas, com policiamento ostensivo e ações coordenadas com a União, a Polícia Federal e as Forças Armadas. “O Estado precisa entrar e não sair mais”, afirmou.

O candidato também prometeu construir presídios para reduzir o déficit de vagas no sistema penitenciário. Segundo Ruas, o Rio tem hoje 47.000 presos para 26.000 vagas. E defendeu que o trabalho seja obrigatório para os detentos. “Se for preso aqui no estado do Rio de Janeiro, vai trabalhar. Vai ter que trabalhar para arcar com suas despesas”, afirmou, citando como exemplo uma política adotada em Santa Catarina.

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Na segurança pública, Ruas disse ainda que pretende mudar os indicadores usados para avaliar a atuação das forças policiais. Sua proposta é substituir a atual ênfase na letalidade violenta por um indicador de “retomada de territórios”, que, segundo ele, atacaria a origem de crimes como roubos de carga e de veículos. O candidato também classificou o cenário fluminense como um “estado de guerra” diante da quantidade de fuzis apreendidos e defendeu ações coordenadas para combater a entrada de armas e drogas no estado.

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