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TSE ainda não tem data para analisar eleição suplementar de Roraima

Vencedor nas urnas, Arthur Henrique não deve assumir o cargo imediatamente, porque a candidatura está sub judice e depende de decisão da Justiça Eleitoral

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jun 2026, 07h30
TSE ainda não tem data para analisar eleição suplementar de Roraima Priorize VEJA no Google

O TSE ainda não tem uma data definida para analisar os recursos apresentados por Arthur Henrique, que foi o candidato mais votado na eleição suplementar para o governo de Roraima.

Vencedor nas urnas, ele não deve assumir o cargo imediatamente, porque a candidatura estava sub judice e ainda dependia de decisão da Justiça Eleitoral.

Arthur Henrique foi barrado pelo TRE de Roraima por não ter cumprido o prazo de desincompatibilização ao deixar o cargo de prefeito de Boa Vista para participar da disputa estadual. Ele recorreu e aguarda o julgamento de recursos no TSE.

Apesar de não haver data definida, fontes da Justiça Eleitoral afirmaram ao Radar que não deve demorar muito para que uma decisão seja tomada.

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Ao Radar, o escolhido pelo eleitorado roraimense alega ter seguido as regras do TRE local. Como as eleições fora de época costumam ser mais flexíveis, a norma da região estipulava um prazo de apenas 24 horas após as convenções, e foi o que ele fez.

O vencedor nas urnas, com 61% dos votos, argumenta que a campanha do segundo colocado, Soldado Sampaio pulou instâncias e foi direto ao STF.

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Na Corte, o ministro Flávio Dino em decisão monocrática determinou que a eleição suplementar teria que seguir a regra da eleição tradicional, que exige o mínimo de seis meses de afastamento. Como Arthur saiu da prefeitura da capital em abril, o registro dele acabou sendo barrado por falta de prazo.

A turma do Supremo manteve a decisão de Dino, por 3 votos a 1, mas a ministra Cármen Lúcia divergiu. Ela defendeu que a competência para mandar nesses prazos é do TSE, e não do Supremo.

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É exatamente nessa tese que a campanha dele se apoia para tentar virar o jogo. No TSE, os ministros já têm um placar de 4 a 0 para validar as 24 horas, mas o julgamento foi pausado por um pedido de vista.

Agora, os advogados precisam correr para fazer o plenário do Supremo julgar o mérito definitivo do caso e derrubar a liminar de Dino antes do dia 13 de julho, data marcada para a diplomação.

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“Estamos falando aí em três semanas para que essa decisão saia e não prejudique ainda mais o nosso Estado que nos últimos três meses teve três governadores diferentes, está indo para o quarto. É uma instabilidade muito grande que atrapalha a gestão pública do nosso governo e diretamente a vida das pessoas”, pontua.

O candidato do PL demonstra confiança na reversão, avalia que a regra seguida pela campanha é a que prevalecerá no TSE, e que o STF acabará por reconhecer essa competência.

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