🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Datas: a morte de Joel Schumacher e a bola fora de Djokovic

Dois acontecimentos que marcaram a semana

Por Alexandre Salvador Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jun 2020, 06h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 11h40
Datas: a morte de Joel Schumacher e a bola fora de Djokovic Priorizar nos meus resultados Google

Algumas semanas atrás, o tenista Novak Djokovic já criara desconforto, e recebera uma saraivada de críticas, ao dizer que se recusaria a tomar a vacina contra a Covid-19, caso houvesse algum imunizante eficaz. As coisas parecem ter piorado para ele. O número 1 do mundo abriu para o público um torneio de exibição em sua cidade natal, Belgrado, na Sérvia. O.k., havia boa motivação: os tenistas participantes não receberam um centavo para jogar e toda a renda dos ingressos, patrocinadores e televisão foi revertida para obras humanitárias. Pegou mal, porém. Além de celebrar a aglomeração de pessoas nas arquibancadas (a maioria sem máscara), Djokovic distribuiu abraços e tirou fotos com sorriso no rosto. Para comemorar o “sucesso” da empreitada, levou os colegas de raquete a uma balada que varou a madrugada.

Na segunda-feira 22, a conta da insensatez chegou vergonhosamente: além do próprio Djokovic, sua mulher, seu preparador físico e outros três tenistas que participaram da brincadeira fora de hora foram diagnosticados com o novo coronavírus. A disputa amistosa, que circularia também pela Croácia e Bósnia, foi suspensa. E ecoou, amarga e tristemente, um comentário tolo e constrangedor do campeão antes do início da competição beneficente: “Você pode nos criticar e dizer que isso talvez seja perigoso, mas não cabe a mim fazer juízo de valor e dizer se é certo ou errado para a saúde”. Depois da tremenda bobagem, restou ao sérvio, brincalhão por natureza, se exilar em sua casa no principado de Mônaco e aguentar os apelidos jocosos e um tanto agressivos de “Djocovid” e “Covidiota”. Mereceu.


O cineasta dos excessos

Joel Schumacher
SUPERAÇÃO - Schumacher: ele largou vícios para se consagrar em Hollywood (Fred Hayes/Getty Images)
Continua após a publicidade

A trajetória no cinema do diretor nova-­iorquino Joel Schumacher faz jus a sua história de vida. Antes de chamar atenção, nos anos 1980, com filmes estilizados, marcados por altos e baixos, ele viveu uma montanha-russa particular de emoções. Perdeu o pai aos 4 anos de idade e começou a beber aos 9. Na adolescência, descobriu o LSD e a metanfetamina. Os vícios cobraram seu preço: endividado e com a saúde debilitada, ele decidiu parar com tudo e se dedicar à moda. A porta de entrada para o cinema veio na função de figurinista. Mostrou que tinha talento para a direção com o filme cult de vampiros Os Garotos Perdidos (1987), e recebeu aplausos com longas intensos, como Um Dia de Fúria (1993) e Por um Fio (2002). Foi também massacrado pela crítica por bobagens como 8mm: Oito Milímetros (1999). A fama mundial veio com dois filmes do Batman, na fase mais colorida e controversa do Homem-Morcego: vivido por George Clooney, o herói ganhou mamilos na roupa que marcavam seu peitoral, alusão a uma possível bissexualidade do personagem. Joel Schumacher morreu na segunda-feira 22, aos 80 anos, de câncer, em Nova York.

Publicado em VEJA de 1 de julho de 2020, edição nº 2693

Publicidade
TAGS:

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).