🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

A nova era da insulina chega ao SUS e a milhões de brasileiros

Governo anuncia plano gradual para substituir o tipo de hormônio utilizado no tratamento do diabetes de crianças a idosos

Por Carlos Eduardo Barra Couri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 07h00 | Atualizado em 16 jul 2026, 15h12
A nova era da insulina chega ao SUS e a milhões de brasileiros Priorizar nos meus resultados Google

Uma mudança silenciosa, mas decisiva, está em curso no tratamento do diabetes pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde começou, em julho, a nacionalização da insulina glargina — versão de ação prolongada que promete mais segurança e praticidade para os pacientes — e apresentou os detalhes da estratégia durante o 39º Congresso Nacional do Conasems, em Porto Alegre, nesta semana.

Mas por que a mudança agora? A urgência tem nome e motivo: desabastecimento. Só que há males que vêm para o bem.

A insulina NPH, usada atualmente por cerca de 90% dos pacientes com diabetes do SUS, enfrenta um cenário de escassez global por parte dos fabricantes. Diante disso, o governo decidiu acelerar o acesso à insulina glargina em escala nacional, algo que só se tornou viável graças a uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) — instrumento que une instituições públicas e empresas privadas para fabricar, dentro do país, tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério explicou que essa janela de oportunidade permitiu conduzir a migração de forma previsível, sem deixar nenhum paciente sem o medicamento — e, ao mesmo tempo, elevando a qualidade do tratamento oferecido.

Quem será contemplado 

A transição não é para todos de uma vez. Ela começou de forma escalonada, priorizando dois grupos: crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1, e pessoas com 70 anos ou mais que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Continua após a publicidade

A divisão por faixa etária foi proposital, justamente para permitir uma migração gradual: à medida que esses grupos tiverem acesso garantido, o público-alvo será ampliado.

Antes de expandir a iniciativa, o Ministério rodou um projeto-piloto a partir de março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais (tipos 1 e 2). O teste em condições reais de atendimento serviu para identificar gargalos logísticos e ajustar o processo antes da adoção em escala nacional.

Continua após a publicidade

Capacitação e logística

A implementação não se resume à entrega do medicamento. O Ministério estruturou um grupo de trabalho específico e investiu em capacitação das equipes de Atenção Primária à Saúde e de Assistência Farmacêutica — foram cerca de 130 oficinas realizadas em parceria com o Conasems, além de materiais técnicos de apoio.

O envio da insulina aos estados e municípios segue o planejamento e as solicitações periódicas das secretarias estaduais e municipais; depois de recebida em cada região, ela passa a ficar disponível nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde, conforme a organização de cada município.

Continua após a publicidade

O que muda na prática para o paciente

A troca da NPH pela glargina traz benefícios clínicos relevantes. A glargina oferece cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes — o dobro do tempo de ação da NPH em muitos casos — e reduz o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite, um dos momentos mais temidos por quem convive com diabetes e necessita de insulina.

Ela também proporciona menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e não exige agitação antes da aplicação, ao contrário da NPH, tornando a rotina de aplicação mais simples e previsível. O ganho de peso também costuma ser menor com a insulina glargina.

Continua após a publicidade

Se você tem um filho, neto, pai ou avó em tratamento com insulina pelo SUS, vale a pena ficar atento aos próximos meses — e avisar quem estiver nessa situação. A transição para a glargina começa pelos extremos da vida, crianças com diabetes tipo 1 e idosos a partir de 70 anos, e será ampliada aos poucos conforme o abastecimento avança.

Conversar com a Unidade Básica de Saúde da família, confirmar se o paciente já se enquadra no novo grupo prioritário e entender as diferenças no uso do medicamento pode evitar sustos e garantir que ninguém fique sem o tratamento correto durante a mudança.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).