Anabolizantes: conheça os sinais de alerta para danos à saúde
Uso indevido de testosterona e outros agentes aumenta risco de doenças cardiovasculares e morte súbita, mas há alterações que se apresentam primeiro
Mesmo com proibições e alertas, o uso de esteroides anabolizantes é incentivado por alguns influencers nas redes sociais e adotados por quem acredita que as substâncias só causa problemas em quem não sabe utilizá-las. É um engano. Contraindicado para grande maioria das pessoas, o “suco”, antigamente chamado de “bomba”, pode causar danos antes mesmo das alterações em órgãos vitais, como o coração.
Quem acompanha os pacientes consegue enumerar as mudanças que são sinais de que o organismo está reagindo negativamente ao consumo que sequer deveria ter sido iniciado. Eles envolve a personalidade e a aparência – e não é apenas o rápido crescimento da massa muscular–.
“Uma das primeiras coisas é alterar o comportamento e o humor. O indivíduo fica mais ansioso e irritado e agressivo”, diz o endocrinologista Clayton Macedo, coordenador do serviço de Endocrinologia do Exercício da disciplina de medicina esportiva do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Um sinal perceptível e já conhecido em academias de musculação é o aparecimento de acnes. E um incômodo para muitos homens: a queda de cabelo.
“Os outros sintomas são menos perceptíveis, como alteração no fígado ou as questões cardiovasculares, são normalmente subclínicos, porque a gente não consegue detectar a não ser que tenha alguma complicação”, explica.
Macedo coordena um projeto chamado “Saindo do Suco com Segurança“, que promove o acolhimento de pessoas que querem parar de usar as substâncias e oferece atendimento com especialistas.
Na iniciativa, gratuita e sigilosa, é feita a retirada dos anabolizantes com medidas individualizadas não só para a recuperação da saúde hormonal, mas para manutenção da massa muscular de forma natural.
Como os anabolizantes causam dependência psicológica, há também suporte para a saúde mental.
Testosterona
Para “crescer”, os pacientes, a maioria homens, faz uso da testosterona, o hormônio sexual masculino. “Mais de 90% deles usam testosterona. Os outros utilizam terapias combinadas com várias formas de testosterona e agentes anabolizantes.”
Sair dessa não é fácil, mas evita a longa lista de problemas associados aos anabolizantes: risco aumentado de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca e infarto, redução do colesterol, aumento da glicose, infertilidade e aumento do risco de morte súbita.
Quem precisar dessa ajuda, pode se inscrever no projeto pelo e-mail: saindodosuco@gmail.com.






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