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Anvisa determina o recolhimento de coletor menstrual irregular

Produto que se apresentava como popular utilizava dados de marca conhecida; agência informou que dispositivo pode trazer risco à saúde

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2024, 18h34 | Atualizado em 7 Maio 2024, 16h34
Anvisa determina o recolhimento de coletor menstrual irregular Priorizar nos meus resultados Google

O coletor menstrual POP, apresentado como versão popular para uso durante a menstruação dentre as opções à venda, teve a comercialização proibida e foi recolhido por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a agência, o produto da empresa ECO LTDA não foi regularizado e utilizava número de processo pertencente a outra marca famosa no segmento, a Fleurity.

A determinação ocorreu por resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira, 3, que teve como base investigação que apontou que a empresa ECO não possui produtos de higiene pessoal, cosméticos ou perfumes regularizados.

A análise da rotulagem apontou que o item apresentava número de processo incorreto, pois utilizava a numeração do coletor menstrual Fleurity, da empresa Brasquil Química Brasileira Ltda.

“Diante do exposto, trata-se de produto irregular, que pode representar risco à saúde”, informou a agência.

Em sites de farmácias online, é possível encontrar o coletor menstrual à venda por R$ 39,99 e com referência à marca Fleurity, mas com a grafia utilizando apenas letras minúsculas. “Com fleurity você vai esquecer que está naqueles dias”, diz o anúncio.

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Coletor menstrual

Popularizado na última década, o coletor menstrual foi criado na década de 1930 e é uma opção para colher o fluxo menstrual por meio de um dispositivo de silicone introduzido no canal vaginal.

Também conhecidos como “copinhos”, eles são uma versão reutilizável dos absorventes e ganharam adeptas por terem uma proposta ligada à sustentabilidade, já que não é necessário fazer trocas e descartes diários.

Ao contrário dos absorventes internos e externos, o sangue não é absorvido pela estrutura, mas armazenado, de modo que pode ser descartado no vaso sanitário. Pessoas que fazem uso costumam relatar que o produto leva a menos vazamentos, por se adaptar ao canal vaginal. Especialistas afirmam que, por sua composição — o silicone –, é menos provável o aparecimento de alergias na região íntima por contato com plásticos e outros materiais.

A introdução no canal vaginal é feita por dobras no copinho, que tem uma espécie de alça para retirada sem derramar o sangue. Durante a menstruação, ele pode ser higienizado com sabonete neutro e é recomendado ferver o dispositivo por dez minutos após o fim do período menstrual.

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