APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2022

🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Colesterol: nova diretriz americana redefine metas e exames para proteger o coração

Documento amplia e antecipa medidas para controle do colesterol alto, um dos principais fatores de risco cardiovascular

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2026, 16h01 | Atualizado em 13 mar 2026, 16h36
Colesterol: nova diretriz americana redefine metas e exames para proteger o coração Priorize VEJA no Google

A Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) e o Colégio Americano de Cardiologia (ACC) anunciaram nesta sexta-feira, 13, diretrizes atualizadas para o controle do colesterol e a prevenção das doenças cardiovasculares — a causa número 1 de mortes no mundo.

Em linhas gerais, o documento conjunto define novas metas e exames para minimizar o risco cardíaco, sublinha a importância de intervir mais cedo no colesterol alto e ressalta o perigo no longo prazo de conviver com altas taxas de gordura no sangue.

Estima-se que ao menos quatro em cada dez brasileiros tenham alterações prejudiciais nos exames, o que aumenta a propensão a infarto e AVC, entre outras complicações.

“É uma diretriz que lembra muito a nossa, atualizada em 2025”, comenta o cardiologista André Zimerman, chefe da Unidade de Ensaios Clínicos do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. “Os alvos e limites preconizados são parecidos com os nossos e eles também chamam a atenção para a dosagem da lipoproteína (a), uma partícula particularmente nociva às artérias.”

Continua após a publicidade

Além de baixar as metas de controle do colesterol, a exemplo do guia nacional publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (você pode conferir um resumo dele aqui), a iniciativa americana sublinha a importância de ficar de olho nos agravantes de risco, fatores que, mesmo quando o LDL (o colesterol “ruim”) e o HDL (o “bom”) estão adequados, merecem atenção. “É o caso da apolipoproteína B”, diz Zimerman.

Na prática, essas mudanças vão se refletir no check-up, que deve considerar a inclusão de exames de sangue para mensurar a lipoproteína (a), apelidada entre os experts de “colesterol amaldiçoado”, e a apolipoproteína B, por exemplo, além do escore de cálcio, medido com um exame de imagem das artérias.

Continua após a publicidade

O documento elaborado pelas principais entidades de cardiologia dos Estados Unidos é amparado em dezenas de estudos e defende mudanças no estilo de vida e o início de tratamento medicamentoso ainda mais cedo nos casos de colesterol elevado. Entre os hábitos encorajados estão manter o peso, praticar exercícios, evitar o cigarro (incluindo o eletrônico) e buscar boas noites de sono.

Nesse sentido, também é fundamental contar com o apoio dos medicamentos que baixam o colesterol, cuja principal classe é a das estatinas. Isso porque nem sempre ajustes no estilo de vida são suficientes para conter as taxas gordurosas em um nível condizente com o risco do paciente. Para tanto, a exemplo dos médicos brasileiros, os americanos defendem o uso de uma calculadora de risco cardiovascular, a PREVENT, que é referendada por pesquisas.

Continua após a publicidade

“Uma das mudanças importantes trazidas pela diretriz americana é a questão da prevenção da exposição cumulativa ao colesterol e às placas de gordura. Em vez de olhar para um risco nos próximos dez anos, é preciso mirar o longo prazo”, afirma Zimerman. “O trabalho também ressalta a relevância de exames para detectar a aterosclerose subclínica, quando ainda não vemos manifestações do depósito de placas nos vasos.”

Outro ponto que chamou a atenção do especialista do Hospital Moinhos de Vento é a recomendação de não substituir os medicamentos tradicionais, validados por grandes estudos, por suplementos alimentares ou fitoterápicos que prometem diminuir o colesterol — e são populares na internet.

Continua após a publicidade

Por fim, Zimerman acredita que a diretriz brasileira supera a americana quando se fala em pacientes de risco extremo — como aqueles que já infartaram e têm placas nas artérias. “Em linha com os europeus, a gente recomenda baixar ainda mais o colesterol LDL para diminuir o risco desses pacientes, algo baseado nas evidências científicas atuais.”

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).