Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90

Como remédio recém-aprovado ajuda em condição sanguínea rara e grave?

Anticorpo monoclonal de aplicação mensal foi aprovado pela Anvisa para adultos e adolescentes até 13 anos com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN)

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2025, 11h00 | Atualizado em 6 jun 2026, 16h23
Como remédio recém-aprovado ajuda em condição sanguínea rara e grave? Priorizar nos meus resultados Google

Condição sanguínea muito rara e com potencial de levar à morte, a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) afeta cerca de 3.500 pessoas no Brasil e desencadeia sintomas que limitam a autonomia, como fadiga, dor abdominal e torácica, anemia, trombose, disfunção erétil, hipertensão pulmonar e insuficiência renal. Essa população pode ter agora uma opção de tratamento considerada mais cômoda a partir da aprovação, no último mês, de um anticorpo monoclonal de uso mensal pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O crovalimabe foi liberado para adultos e adolescentes a partir dos 13 anos ou que pesem ao menos 40 kg e é o primeiro tratamento de aplicação subcutânea com administração a cada quatro semanas aprovado no Brasil. Os demais tratamentos ocorrem por infusões intravenosas semanais que duram entre 25 e 45 minutos no primeiro mês e com doses quinzenais de manutenção.

Como funciona o tratamento?

Assim como as demais terapias aprovadas no Brasil, o medicamento é um inibidor da molécula C5 e impede que ocorra a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue pelo sistema imunológico, causando os sintomas da condição.

“Esse medicamento tem um diferencial importante: pode ser aplicado por via subcutânea (debaixo da pele) apenas uma vez por mês, tornando o tratamento mais prático. Assim como os outros inibidores de C5, ele impede que o sistema imunológico destrua as hemácias, reduzindo a necessidade de transfusões sanguíneas”, explica Phillip Scheinberg, chefe da Hematologia do Centro de Oncologia e Hematologia da Beneficência Portuguesa.

A Anvisa aprovou o tratamento a partir de resultados positivos do estudo de fase 3 COMMODORE, que avaliou 400 pacientes em pesquisas globais, inclusive 28 brasileiros, e comprovou o controle da doença sem impactos à segurança quando comparado às terapias atuais.

Continua após a publicidade

“Embora a inibição do C5 seja eficaz, a administração intravenosa frequente com as opções atualmente disponíveis pode ser inconveniente devido ao tempo do tratamento e à necessidade de deslocamento. O crovalimabe permite aplicações menos frequentes e subcutâneas, possibilitando a autoaplicação em casa, sem a necessidade de ir a um hospital ou centro de infusão”, diz Scheinberg, primeiro autor do estudo.

A terapia já foi aprovada no Japão, Europa, Estados Unidos, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Catar e China. O objetivo é que, no Brasil, ele seja ofertado na rede pública.

Continua após a publicidade

“Entendemos que, para nossas inovações terem sentido, elas precisam estar à disposição do médico e do paciente, de forma sustentável aos sistemas de saúde. Estamos comprometidos a construir junto ao SUS (Sistema Único de Saúde) e os pacientes com HPN uma nova história”, afirma Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil.

Impactos da HPN no Brasil

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e publicado no ano passado mostrou que houve uma média de duas internações pela doença por ano no período de 2018 a 2023. O levantamento teve como base dados do Ministério da Saúde relacionados a 14.659 procedimentos ambulatoriais de 464 pacientes.

Em média, as hospitalizações duraram uma semana e 5% dos pacientes precisaram ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O índice de mortes em hospitalização foi de 4%.

Continua após a publicidade

Nos SUS, o tratamento ofertado é o eculizumabe, de nome comercial Soliris. Há expectativa para incorporação do ravulizumabe, um anticorpo monoclonal de longa duração, no sistema público.

O tratamento é fundamental para garantir qualidade de vida e evitar a morte dos pacientes. Estudos demonstram que, quando ele não é realizado, o percentual de óbitos de pacientes com HPN severa é de cerca de 35% em cinco anos.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).