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Da pílula ao orgasmo: como encurtar ou interromper o fluxo menstrual

Atividade física, implante e injeção hormonal estão entre as outras opções. Todas devem ser escolhidas sempre com o auxílio de um especialista

Por Da Redação 3 set 2018, 18h34 | Atualizado em 4 jul 2026, 00h24
Da pílula ao orgasmo: como encurtar ou interromper o fluxo menstrual Priorizar nos meus resultados Google

Você sabia que há maneiras de encurtar ou parar os períodos menstruais? Os métodos ainda não foram completamente desvendados pela ciência, mas estão disponíveis e têm sido cada vez mais usados pelas mulheres.

Entre os alguns dos métodos mais utilizados estão as pílulas anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos hormonais.

É seguro?

Segundo a Rede Nacional de Saúde da Mulher (NWHN, na sigla em inglês), não há evidências de que os períodos de abandono do uso de anticoncepcionais sejam prejudiciais à saúde. No entanto, as mulheres podem experimentar alguns efeitos colaterais ao utilizarem por muitos anos. A American Cancer Society, por exemplo, alerta para o fato de que o uso a longo prazo pode aumentar o risco de câncer de mama e câncer cervical. No entanto, a entidade informa que também podem diminuir os riscos de câncer no endométrio, no ovário e no colo. Portanto, a escolha certamente fica nas mãos das mulheres.

Além disso, não há maneiras infalíveis de interromper o período, mas alguns métodos podem aumentar a velocidade com que o sangue menstrual deixa o útero ou impedir que ele venha. O site especializado Medical News Today preparou uma lista das técnicas mais conhecidas para controlar a menstruação.

1. Sem absorvente

Os absorventes podem bloquear a saída do fluxo de sangue, o que muitas vezes prolonga a duração do sangramento. Ainda assim, como absorventes higiênicos não devem impedir o fluxo menstrual, algumas pessoas acreditam que seu uso pode, na verdade, ajudar o período a terminar mais cedo.

2. Orgasmo

Atividades sexuais, como sexo e masturbação, estimulam contrações uterinas, o que pode causar maior fluxo menstrual em um tempo mais curto. Embora não haja evidências científicas para apoiar esse método, não há efeitos colaterais adversos, por isso não é arriscado tentar.

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3. Atividade física

O movimento muscular resultante do exercício físico pode aumentar o fluxo de sangue que deixa o corpo, reduzindo potencialmente a duração de um período. No entanto, ainda não há muitos estudos a respeito. Mas exercitar-se regularmente traz muitos outros benefícios para a saúde.

3. Pílula combinada

As mulheres que tomam a pílula anticoncepcional combinada –  que mistura hormônios de estrogênio e progestina – ajudam a suprimir a ovulação e a manter o revestimento do útero fino. Durante seu uso, as mulheres tomam pílulas ativas por três semanas; na semana seguinte, ficam sem pílulas ou ingerem pílulas placebo (sem efeito), momento no qual devem ficar menstruadas; por causa disso é possível saber quando o fluxo menstrual chega.

No uso da pílula é possível encurtar e/ou suprimir o período. Para ambos os casos, a forma é a mesma: basta começar a nova cartela assim que chegar às pílulas ‘placebo’, no caso de quem as têm; ou iniciar a nova cartela no momento em que não deveriam estar tomando nada. Esse recurso simples mantém os níveis de hormônio contantes e pode impedir que a menstruação ocorra. As estimativas indicam que esse método funciona em 80% das vezes, no caso da interrupção. Para encurtar o período não existem estimativas e pode não funcionar para muitas mulheres.

Também existem outras opções de pílulas  – sob prescrição médica – que só permitem a vinda da menstruação a cada três meses. No entanto, essa opção deve ser discutida com o ginecologista.

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Interrupções de longo prazo

Também é possível interromper a menstruação por um longo período de tempo, técnica conhecida como supressão menstrual. Um dos métodos mais utilizados é o contraceptivos hormonal. Veja abaixo alguns do mais conhecidos.

1. Dispositivo intrauterino (DIU)

O DIU é uma solução contraceptiva de longo prazo que é inserida no útero da mulher, podendo durar de três a dez anos, dependendo do modelo. Esse método contraceptivo é encontrado na forma hormonal – que pode interromper o período em até 80% do tempo – e não hormonal. O dispositivo pode ser removido a qualquer momento, informação útil para quem pensar em engravidar no futuro ou não conseguir se adaptar ao DIU.

2. Injeções hormonais

A injeção de progesterona contém progestina – composto sintético que tem efeitos similares aos da progesterona – e é administrada sob a pele ou no músculo a cada três meses. Ao fim do primeiro ano de uso, estima-se que 70% das mulheres não menstruem mais.

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3. Implante contraceptivo

Assim como a injeção de progesterona, o implante contraceptivo contém progestina, que ajuda a inibir a ovulação e a prevenir o desenvolvimento folicular, resultando em períodos menores ou ausentes. Por ser um dispositivo pequeno, pode ser colocado abaixo da pele do braço. Esse método funciona para suprimir períodos em até 41,25% das mulheres após três anos de uso.

As opções para interromper ou encurtar o período são muitas, mas devem ser escolhidas com o auxílio de um especialista, que deve mostrar os prós e os contras de cada técnica e se realmente vale a pena adotá-la.

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