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Estudo aponta doença que afeta a qualidade do sêmen desde a juventude

Condição comum causa alterações precoces e persistentes no material, além de comprometer a microcirculação testicular ao longo da vida

Por Agência Fapesp
20 mar 2025, 14h03

Pesquisa conduzida no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) revelou que a hipertensão arterial pode causar alterações precoces e persistentes na qualidade do sêmen, incluindo danos ao acrossoma – estrutura crucial para a penetração do espermatozoide no óvulo –, além de comprometer a microcirculação testicular ao longo da vida.

Coordenado pelo professor Stephen Rodrigues, do ICB-USP, o trabalho mostrou que essas alterações ocorrem já na juventude e não são completamente revertidas por medicamentos anti-hipertensivos, o que indica desafios para a preservação da saúde reprodutiva masculina.

O estudo foi publicado na revista Scientific Reports e teve como primeira autora a mestranda Nicolle Machado. A investigação contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio de três projetos.

O trabalho apresenta os efeitos da hipertensão arterial em ratos (Spontaneously Hypertensive Rats, modelo de estudo em que os animais desenvolvem hipertensão espontaneamente) em diferentes faixas etárias, desde animais jovens (8 a 10 semanas, equivalente a cerca de 18 anos humanos) até ratos mais velhos (60 a 66 semanas, equivalente a 45 a 50 anos humanos).

A descoberta mais marcante foi que as alterações na qualidade do sêmen, como menor concentração e danos ao acrossoma, ocorrem precocemente e persistem ao longo de toda a vida reprodutiva.

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“Esses resultados mostram que a hipertensão arterial tem um impacto reprodutivo que começa muito cedo e persiste durante toda a fase adulta. Mesmo períodos relativamente curtos de exposição a níveis elevados de pressão arterial já são suficientes para causar danos irreversíveis”, explicou o professor Rodrigues à assessoria de imprensa do ICB-USP.

Os pesquisadores testaram a eficácia de diferentes medicamentos anti-hipertensivos, revelando que nem todos são igualmente eficazes para restaurar a saúde reprodutiva. A losartana, amplamente utilizada na clínica, reduziu os níveis de pressão arterial, mas não foi capaz de reverter as alterações nos espermatozoides. Por outro lado, a prazosina, um antagonista do receptor alfa-adrenérgico, não apenas reduziu a pressão arterial como também corrigiu parte dos danos observados no sêmen.

“Esse achado sugere que apenas reduzir a pressão arterial não é suficiente para proteger a saúde reprodutiva. A combinação de agentes que reduzem a mortalidade com outros que preservem a função reprodutiva pode ser um caminho promissor”, apontou Rodrigues.

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Novos horizontes

O grupo planeja investigar o impacto da hipertensão arterial e de agentes anti-hipertensivos no epidídimo, estrutura responsável por armazenar os espermatozoides antes da ejaculação. Outro foco será avaliar o papel da atividade física na melhora da qualidade do sêmen e na microcirculação testicular.

“Queremos entender se intervenções não farmacológicas, como o exercício, podem oferecer benefícios similares aos dos medicamentos, promovendo melhorias na saúde reprodutiva de forma natural”, conta o professor do ICB.

O trabalho reafirma a importância de investigar os efeitos sistêmicos da hipertensão arterial, uma condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. “Um dado alarmante é que, nos últimos 50 anos, tem se observado uma redução de cerca de 50% de espermatozoides presentes no sêmen, em indivíduos hipertensos ou não. Ainda não se sabe ao certo as causas do fenômeno, ou se ele vai começar a comprometer a reprodução da espécie no futuro. Por isso, todo estudo é bem-vindo, seja para reverter ou impedir que essa redução aumente”, complementou.

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