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Incêndios estão associados inflamação pulmonar, infartos e até demência; entenda

Aumento dos focos de calor ao redor do mundo tem gerado preocupação de especialistas

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 16 jan 2025, 21h19 - Publicado em 10 jan 2025, 18h30

O ano de 2024 foi de recordes no número de queimadas e incêndios provocados pelo calor extremo e por estratégias de desmatamento – e ao que tudo indica, tomando como base o episódio em Los Angeles, 2025 não será diferente. Esse cenário favoreceu a realização de estudos que investigam o impacto desses desastres na saúde e os resultados apontam para consequências ainda mais preocupantes do que se sabia até agora. 

As principais delas estão muito relacionadas à poluição que esses eventos provocam. Isso acontece porque o fogo intenso leva a produção de partículas que ficam suspensas no ar. Existem diversos tipos delas, mas as principais são conhecidas pelos técnicos como PM 2.5 e são as mais preocupantes por, devido ao seu tamanho muito diminuto, conseguirem transpor as barreiras do sistema respiratório e chegar ao pulmão. 

Só por serem corpos desconhecidos se depositando num órgão sensível, elas já causam problemas. “Podem surgir quadros agudos de inflamação pulmonar e agravamento de doenças crônicas, como asma, bronquite, enfisema e fibrose pulmonar”, explica Elie Fiss, pneumologista do Alta Diagnósticos. “Isso tudo além de casos de hipersensibilidade e insuficiência respiratória.”

O que estudos recentes apontam, contudo, é que as consequências de respirar partículas das queimadas e incêndio podem ir além. Elas são, de fato, um perturbador físico, mas como uma diversidade de materiais diferentes são queimados nos incêndios – plásticos, metais, tinta, etc – elas carregam substâncias que podem ser tóxicas e inflamatórias. 

Quais os efeitos dos incêndios na saúde?

O sistema respiratório está intimamente relacionado à saúde cardíaca, então é mais que esperado que o coração também seja afetado por essa exposição. “Picos de poluição estão associados a arritmias, angina e infartos, com um aumento significativo de atendimentos emergenciais e internações em hospitais especializados”, explica Fiss. 

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Mas não para por aí. As fumaças de queimadas e incêndios também podem afetar outros sistemas do organismo e a revista Wired levantou alguns dos principais deles, apontados por pesquisas científicas publicadas no ano passado: 

  • Fertilidade: um estudo realizado com 69 pacientes em Oregon após os incêndios de 2020 apontou que pessoas expostas a ar das queimadas produzem menos blastocistos, aglomerados de células fecundadas que dão origem ao embrião, do que aquelas que respiraram ar menos poluído. 
  • Morte prematura: outra investigação que acompanhou moradores da Califórnia por dez anos e foi publicada na Science Advances aponta que entre 2008 e 2018, a exposição às partículas de incêndios provocou mais de 50 mil mortes prematuras no estado. 
  • Saúde mental: uma pesquisa realizada com 10 mil pré-adolescentes mostra que crianças expostas condições inseguras de qualidade do ar tem mais chance de experimentar sintomas de depressão e ansiedade até um ano após a exposição. 
  • Doenças neurodegenerativas: um estudo realizado com ratos de laboratório que simula a exposição a fumaça vivida por bombeiros mostra que os animais sofrem danos genéticos compatíveis com o desenvolvimento de doenças como Alzheimer e Parkinson.
  • Demência: uma outra investigação com mais de 1,2 milhão de moradores do Sul da California publicada na JAMA Neurology sugere que o aumento de exposição à material particulado proveniente de incêndios aumenta consideravelmente as chances de desenvolvimento de demência. 

Como se proteger das fumaças de incêndio?

Hoje, com o avanço dos focos de queimada e incêndio, muitas pessoas estão expostas à fumaça. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (Cnm) entre agosto e setembro no Brasil, por exemplo, revela que mais de 10 milhões de brasileiros foram afetados pelos incêndios nos biomas brasileiros. Algumas medidas podem ajudar a diminuir os impactos na saúde:

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  • Se afastar dos focos mais intensos de incêndio
  • Usar máscaras com alto poder de filtração, como a N95
  • Instalar sistemas de filtração de ar em casas, hospitais, escolas e abrigos

Além disso também vale pensar no desenvolvimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) mais eficazes para brigadistas e, é claro, trabalhar intensamente para reduzir os focos de queimadas e incêndios evitáveis. 

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