🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Metanol: a ressaca provocada pela onda de fake news

Informações falsas que circulam nas redes sociais prejudicam as investigações e espalham o medo entre a população

Por André Sollitto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 out 2025, 11h07 | Atualizado em 6 jun 2026, 16h38
Metanol: a ressaca provocada pela onda de fake news Priorizar nos meus resultados Google

Os casos de intoxicação provocados por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, um álcool usado na fabricação de solventes, tintas e outros produtos e extremamente perigoso para o corpo humano, tem afetado o setor de bares e restaurantes e provocado uma força-tarefa do governo federal e gestões estaduais para apreender garrafas adulteradas e tratar pacientes que procuram atendimento médico. Mas a situação fica mais tensa com a quantidade de fake news que tem circulado sobre o tema.

Um dos casos envolve uma lista com supostos bares e restaurantes na mira das investigações por vender bebidas falsificadas. Há endereços conhecidos da boemia paulistana. Algumas das casas gravaram vídeos e publicaram notas para desmentir o conteúdo da mensagem.

O Souza, da Esquina do Souza, na Vila Leopoldina, aparece em uma postagem nas redes sociais dizendo que compra suas bebidas de forma legal, tem nota fiscal para mostrar aos consumidores e convida os clientes a ir até o bar. O Holy Burger, que neste ano foi eleito o terceiro melhor hambúrguer do mundo no ranking do BurgerDudes, também precisou se posicionar depois de aparecer na lista. Até a rede Modern Momma Osteria, do chef Salvatore Loi, divulgou um comunicado. “Até o momento, não fomos procurados por nenhum cliente que afirme ter sido intoxicado por bebidas com metanol em nossos estabelecimentos”, diz a nota.

Um áudio divulgado em grupos de WhatsApp é narrado por um homem que traz supostas informações de uma enfermeira do Einstein Hospital Israelita, localizado em São Paulo, sobre o que seria “o primeiro caso com cerveja” de intoxicação por metanol. Ele afirma que um grupo de médicos estaria acompanhando um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o “corpo em colapso”. “É como o começo da covid, quando sai uma coisa nova e ninguém sabe como tratar”, diz a voz. Por meio de sua assessoria de imprensa, o hospital informou que o áudio sobre atendimento de paciente com intoxicação por metanol é falso.

Continua após a publicidade

Como em outros áudios que circulam com informações falsas, esse carrega no tom dramático ao dar a entender que os profissionais de saúde estariam atônitos e propaga o pânico ao relembrar o período da pandemia de covid-19, que foi uma crise de saúde pública. Também dá um verniz de confiança ao citar que a suposta enfermeira seria amiga do autor da mensagem. Esses são alguns sinais presentes nas fake news, mas que podem ser desmontados, considerando que há antídoto para as intoxicações por metanol e que médicos ao redor do país estão preparados para lidar com episódios graves de saúde, inclusive em situações de emergência sanitária.

Checar em canais oficiais, como sites e redes sociais dos hospitais, agências reguladoras, do Ministério da Saúde e de veículos jornalísticos, é a melhor forma de não cair nas armadilhas da desinformação.

Outra história que se propagou foi de que o aparecimento de uma coloração rosada na água na cidade de Itu, no interior paulista, estaria relacionada com a presença de metanol na rede de água. Em nota, a Companhia Ituana de Saneamento informou que o problema foi causado por um incidente.

Continua após a publicidade

“A cor se deve à presença de produto utilizado no processo de tratamento da água”, disse a empresa, que afirmou que uma apuração interna sobre a falha está em andamento. “Por precaução, orientamos que a água com coloração rosa que chegou às caixas seja descartada. Não a utilize para higiene pessoal, hidratação ou alimentação”, recomendou.

Vale lembrar que o metanol é um tipo de álcool incolor e que não tem cheiro ou sabor característicos, o que faz com que se torne mais perigoso, pois não é reconhecido quando ingerido em bebidas adulteradas.

‘Desativação do sistema de controle de bebidas’

Outra informação que circulava nas redes sociais afirmava que a desativação, em 2016, de um sistema de controle de bebidas, principalmente cervejas e refrigerantes, estaria ligado à falsificação.

Continua após a publicidade

A Receita Federal alerta que é falsa a correlação entre a criminosa adição de metanol em bebidas destiladas disponibilizadas a consumidores com o desligamento do sistema de monitoramento denominado Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas).

“O controle de destilados, como vodka, gin, whisky, é usualmente feito pela utilização de selos, impressos pela Casa da Moeda e aplicados nas tampas das garrafas, e que não têm relação, nem se confundem com o Sicobe”, diz o comunicado.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).