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Mudança radical: a evolução impactante do lifting facial

Em sua nova encarnação, ele faz sucesso entre as celebridades e seus fãs

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 abr 2026, 08h00 | Atualizado em 4 abr 2026, 08h55
  • Na tragicômica série de TV Grace and Frankie, a protagonista vivida pela atriz Jane Fonda, de 88 anos, lança mão de uma porção de truques de beleza. Mas seu artifício indispensável é o chamado face tape, um recurso antigo que consiste em levantar a pele do rosto com fios escondidos no cabelo e presos atrás da orelha. Durante décadas, esse foi o segredo de artistas e anônimas para driblar as marcas do tempo. Até que a medicina e a cirurgia plástica avançaram e se popularizam a ponto de dominar esse espaço com soluções bem mais consistentes. Nos anos 1980, especialistas criaram e começaram a lapidar um procedimento que procura literalmente levantar o rosto, o lifting facial. E ele mesmo vivenciou um processo de reinvenção amparado em novos métodos e tecnologias. Hoje se vê uma mudança radical na forma como é planejado, executado e percebido. E a prova viva são as fotos de antes e depois, que rodaram o mundo, da atriz americana Denise Richards. Conhecida mundialmente, inclusive por sua participação no reality show The Real Housewives of Beverly Hills, ela decidiu abrir o jogo ao comentar as intervenções estéticas pelas quais passou e a busca por resultados mais naturais. A transformação surpreendeu as redes sociais — brincou-se até que a famosa estava debutando um novo rosto.

    REDESENHO - Busca pelo natural: tendência entre as intervenções estéticas
    REDESENHO - Busca pelo natural: tendência entre as intervenções estéticas (Hesh Hipp/Getty Images)

    A metamorfose estampada por artistas como Richards, de 55 anos, vem de uma combinação de técnicas, sendo uma das principais a última geração de lifting profundo, o deep plane facelift. A ideia não é mais esticar a pele até apagar qualquer vestígio de ruga ou marca de expressão, mas reposicionar estruturas da face sem desrespeitar a anatomia. Em outras palavras, rejuvenescer sem alterar a base do que a natureza criou. Se antes os procedimentos do gênero eram associados a resultados artificiais — com pele tensionada e traços endurecidos —, a proposta hoje é outra. O que mudou foi também a forma de compreender o que se altera no rosto com a idade. “Hoje sabemos que não existem só transformações na pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular… E o lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Na prática, isso se traduz em um verdadeiro cardápio de técnicas — SMAS, plicatura, deep plane, lifting endoscópico… — para atuar em diferentes profundidades. “E cada vez mais vemos uma combinação de abordagens. É o que se chama de lifting híbrido”, completa a médica. Um pacote de sessões começa na faixa de 30 000 reais e pode chegar a 300 000 reais, para tratamentos mais complexos.

    SERÁ QUE FEZ? - A atriz Emma Stone, 37 anos: ela não confirmou, mas especulam que teria feito uma espécie de tratamento preventivo
    SERÁ QUE FEZ? - A atriz Emma Stone, 37 anos: ela não confirmou, mas especulam que teria feito uma espécie de tratamento preventivo (Rune Hellestad/Getty Images; Redes sociais/.)

    Em rostos mais emagrecidos, por exemplo, pode-se optar por recursos que reposicionam a camada muscular sob a pele. Já em casos de sulcos profundos (como o “bigode chinês”) ou perda do contorno da mandíbula, o deep plane costuma ser a saída. E é nesse contexto que chamam atenção os resultados que estão na cara das celebridades. Além de Richards, fizeram barulho as montagens de antes e depois da socialite americana Kris Jenner, de 70 anos, e do ator Brad Pitt, de 62. O trunfo se deve ao fato de que, no deep plane, o rosto é reorganizado de dentro para fora, reposicionando fatias de músculo, gordura e pele. Mudança total, mas sem pecar pelo excesso, claro. Richards não só foi submetida a essa reforma como provavelmente passou por uma elevação de supercílios e blefaroplastia para erguer as pálpebras.

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    TRAÇOS NATURAIS - Brad Pitt, 62 anos: o galã apareceu com o rosto bem mais jovem, mas não perdeu suas feições originais e celebradas
    TRAÇOS NATURAIS – Brad Pitt, 62 anos: o galã apareceu com o rosto bem mais jovem, mas não perdeu suas feições originais e celebradas (NurPhoto/Shutterstock; D. Charriau/Getty Images)

    Além da evolução técnica, vem mudando também o perfil do paciente. O público de 50 a 70 anos continua cativo, mas não está mais sozinho. Pesquisas e a rotina de consultório revelam que é cada vez mais comum pessoas na faixa dos 40 procurarem esse tipo de intervenção. Nessa onda, nomes como a cantora Anitta e a atriz Emma Stone alimentam os burburinhos depois de aparições com o rosto mais esculpido. “Essa tendência se deve à maior exposição da própria imagem, aos resultados mais naturais das cirurgias atuais e também à frustração com o excesso de procedimentos minimamente invasivos”, diz o cirurgião André Auersvald, membro da SBCP. Outra demanda vem de pacientes jovens que usaram canetas emagrecedoras e ficaram com a face murcha.

    MÁQUINA DO TEMPO - A socialite Kris Jenner, de 70 anos: mudança radical faz pessoas falarem em début de um novo rosto nas redes sociais
    MÁQUINA DO TEMPO – A socialite Kris Jenner, de 70 anos: mudança radical faz pessoas falarem em début de um novo rosto nas redes sociais (Steve Granitz/Getty Images; @Kris Janner/Instagram)
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    Os especialistas rejeitam a noção de um lifting preventivo, uma vez que o envelhecimento não segue um roteiro fixo, mas percebem que, entre os 40 e os 50 anos, os resultados tendem a ser otimizados devido às próprias características da pele, como a elasticidade. A despeito da idade, porém, o que segue primordial é a busca de profissionais gabaritados. E a desconfiança de promessas nas redes sociais. “Cuidado com quem diz que resolve tudo sem cicatriz, sem risco e sem recuperação”, alerta Auersvald. Procedimentos como o lifting exigem apuro técnico, estrutura adequada e respeito ao pós-operatório. Do contrário, o sonho hollywoodiano escorrerá rosto abaixo.

    Publicado em VEJA de 3 de abril de 2026, edição nº 2989

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