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Não é só obesidade: as novas razões para evitar os ultraprocessados, segundo a ciência

Os riscos desse tipo de alimento vão além das doenças metabólicas e podem levar à mortalidade precoce

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 24 mar 2025, 20h28 - Publicado em 24 mar 2025, 17h52

Logo após a virada do milênio, o Brasil protagonizou um pioneirismo na ciência da saúde e nutrição: a classificação Nova, desenvolvida pelo Nupens, da USP, fez com que especialistas em todo o mundo deixassem de olhar apenas para o conteúdo nutricional dos alimentos, para avaliar também o seu nível de processamento. Desde lá, passou a viger outra regra para dietas saudáveis: evitar ultraprocessados e priorizar alimentos in natura

Alguns dos benefícios são evidentes: melhor controle do peso, proteção contra doenças metabólicas e um sistema imune firme e forte. Evidências científicas mais recentes, contudo, apontam para perigos associados aos ultraprocessados que vão muito além do óbvio. 

Uma pesquisa da Universidade Monash, na Austrália, por exemplo, avaliou mais de 16.000 adultos e revelou que alimentos ultraprocessados estão fortemente associados ao envelhecimento precoce. Não por acaso, um estudo do mesmo Nupens mostrou que, no Brasil, o consumo desse tipo de alimento é responsável por 57.000 mortes prematuras por ano, o equivalente a mais de 10% dos óbitos em pessoas de 30 a 69 anos. 

Isso preocupa porque os alimentos ultraprocessados são, geralmente, mais baratos e consideravelmente menos suscetíveis às variações de preços do que opções saudáveis, o que faz com que seu consumo aumente entre populações mais pobres. 

Mas o envelhecimento não é o único problema. Na verdade, o maior risco de morte atrelado a esses alimentos está associado a uma variedade de doenças. Além do risco aumentado de desenvolvimento de diabetes, pressão alta e cardiopatias, esses alimentos também já foram associados a maiores chances de diagnóstico de doenças menos obviamente relacionadas à dieta, como câncer – especialmente colorretal –, depressão, demência e até síndromes respiratórias. “As escolhas de vida estão diretamente correlacionadas com a saúde no geral”, diz a nutricionista Natália da Silva Valente

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Isso não quer dizer que esses alimentos devam ser completamente excluídos da dieta, mas não devem ser norma e podem ser incorporados com parcimônia. “É necessário que os alimentos escolhidos para refeições diárias sejam naturais”, diz a especialista. “Assim, esporadicamente, pode-se consumir industrializados, frituras e similares.”

E é claro que outros fatores também pesam. Além da dieta, que deve ser rica em frutas, verduras, grãos e carnes magras, por serem ricos em proteínas, fibras e antioxidantes, práticas como exercícios físicos, sono de qualidade, meditação, lazer e socialização também terão um impacto – às vezes suficiente para contrabalancear os momentos de indulgência. 

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