O país que vai disputar a Copa do Mundo e virou epicentro de uma grave doença viral
Nação africana, no grupo K do torneio, registra centenas de casos de ebola, com mais de 80 mortes suspeitas
A República Democrática do Congo vai jogar sua segunda Copa do Mundo na história – a primeira com esse nome, se levarmos em conta que em 1974 a seleção africana disputou como Zaire. Mas hoje as atenções no país não estão no torneio que começa em junho na América do Norte. A nação vive um novo surto de uma grave doença viral, o ebola.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional após o aumento dos casos no país e na vizinha Uganda. Até o momento, são mais de 240 pessoas infectadas e ao menos 80 mortes suspeitas.
O vírus do ebola preocupa as autoridades locais e globais pela alta letalidade. Estima-se que, se dez pessoas contraírem o vírus, cinco possam morrer. A doença costuma começar com sintomas que lembram uma gripe e pode progredir para hemorragias internas e outras complicações potencialmente fatais.
A transmissão ocorre fundamentalmente após o contato com fluidos corporais de pessoas contaminadas. Felizmente, o vírus não é transmitido pelo ar ou de forma respiratória, como acontece com covid ou gripe, o que também minimiza seu risco pandêmico.
Ainda assim, o alerta de vigilância foi soado e a OMS mobiliza esforços para conter a crise e ajudar as populações afetadas. O patógeno responsável pelo surto atual é conhecido como vírus Bundibugyo. Embora seja menos virulento que outros tipos de ebola, não se dispõe de vacinas ou antivirais para combatê-lo.
Os especialistas descartam, contudo, a perspectiva de uma pandemia decorrente do vírus ebola, ainda que pessoas que tenham contraído o microrganismo na África possam levá-lo a outros continentes.
Na Copa do Mundo da FIFA, que começa no dia 11 de junho e se encerra no dia 19 de julho e terá como sede Estados Unidos, Canadá e México, a República Democrática do Congo enfrentará Portugal, Uzbequistão e Colômbia pelo grupo K.
Atualmente, ela está entre as dez melhores seleções da África e ocupa a 46ª posição no ranking da FIFA.





