Oferta Relâmpago: Veja por 7,99

O peso da principal atitude capaz de prevenir o diabetes

Mudanças de hábito, que passam pela dieta e pela prática de atividade física, têm um efeito absurdamente protetor

Por Carlos Eduardo Barra Couri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jun 2026, 10h00 | Atualizado em 29 jun 2026, 10h17
O peso da principal atitude capaz de prevenir o diabetes Priorizar nos meus resultados Google

Há uma verdade simples, mas ainda pouco falada e praticada: prevenir o diabetes tipo 2 passa, obrigatoriamente, por controlar o peso e tratar a obesidade com seriedade.

Não se trata de impor culpa. Nem de cobrar força de vontade. Trata-se de enxergar o excesso de peso como uma doença crônica, complexa, progressiva e manejável.

Durante muito tempo, falamos do diabetes quase sempre depois que ele aparecia. Medíamos a glicose, ajustávamos remédios, controlávamos complicações. Tudo isso continua sendo essencial. Mas a medicina moderna nos obriga a dar um passo antes: olhar para a obesidade como uma das principais portas de entrada para o diabetes tipo 2.

Explico: o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região abdominal, favorece a chamada resistência à insulina. Em termos simples, é como se o organismo começasse a “ouvir menos” a insulina. O pâncreas tenta compensar produzindo mais. Por um tempo, consegue. Depois, cansa. E a glicose começa a subir. É aí que muitas pessoas descobrem o pré-diabetes ou o diabetes tipo 2.

A boa notícia é que essa história pode mudar de rumo.

Continua após a publicidade

Estudos mostram que perder peso de forma sustentada melhora a ação da insulina, reduz a glicose no sangue, diminui a gordura no fígado e controla a pressão arterial, o colesterol e a inflamação. Em algumas pessoas com diabetes tipo 2 de diagnóstico recente, a perda de peso mais expressiva pode até levar à remissão da doença, ou seja, manter a glicose em níveis adequados sem necessidade de medicamentos por determinado período.

Quanto maior e mais sustentada a perda de peso, maior tende a ser a chance de benefício metabólico. Pesquisas apontam que é possível ter níveis normais de glicose em cerca de metade dos pacientes com diabetes que perderam entre 20% e 29% do peso corporal, e em quase 80% daqueles que perderam 30% do peso.

Isso não significa que todo mundo precisa perder 30% do peso. Significa que gordura importa. Mesmo reduções menores, como 5%, 10% ou 15%, já podem produzir melhoras importantes na saúde metabólica.

Continua após a publicidade

No Brasil, o desafio é enorme. Dados do Vigitel 2006–2024 indicam que o excesso de peso nas capitais brasileiras subiu de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.

Assunto sério

Tratar a obesidade não é “emagrecer para caber numa roupa”. É reduzir risco de infarto, AVC, gordura no fígado, apneia do sono, doença renal, alguns tipos de câncer e, claro, diabetes tipo 2. A Federação Mundial de Obesidade e a Federação Internacional de Diabetes destacam que a obesidade responde por cerca de 43% dos casos de diabetes tipo 2 no mundo, podendo chegar a proporções ainda maiores em algumas populações.

Hoje temos mais ferramentas do que no passado. Mudanças no estilo de vida continuam sendo a base: alimentação adequada, exercício físico, fortalecimento muscular e acompanhamento contínuo. Mas também precisamos reconhecer que, para muitos pacientes, isso não basta. Medicamentos modernos para obesidade e, em casos selecionados, cirurgia metabólica, devem integrar o tratamento.

Continua após a publicidade

E o maior erro ainda é olhar a obesidade como assunto estético e o diabetes como destino inevitável. Não são. Obesidade é doença. Diabetes tipo 2 é, em grande parte dos casos, prevenível ou adiável. E quanto antes a intervenção começa, maior a chance de preservar o pâncreas, proteger os vasos e evitar complicações.

Também é preciso mudar a conversa dentro de casa e dentro dos consultórios. Menos julgamento. Mais acolhimento. Menos “feche a boca”. Mais ciência. Menos promessa milagrosa. Mais plano de longo prazo. A velha medicina já nos ensinava que prevenir é melhor do que remediar. A nova medicina apenas acrescentou uma ferramenta poderosa: tratar a obesidade é uma das formas mais eficientes de evitar o diabetes.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).