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O que é “estirão”, processo que fez astro da Escócia crescer 25 cm em 18 meses

Atualmente com 1,93 m de altura, Scott McTominay tinha 1,68 m no início de 2025; estirão de crescimento geralmente ocorre em crianças e adolescentes

Por Camila Mazzotto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jun 2026, 17h20 | Atualizado em 25 jun 2026, 11h48
O que é “estirão”, processo que fez astro da Escócia crescer 25 cm em 18 meses Priorizar nos meus resultados Google

Um dos principais jogadores da Escócia na Copa do Mundo, Scott McTominay, 29, não era visto como estrela quando jogava nas categorias de base do Manchester United. O motivo: baixa estatura. Atualmente com 1,93 m de altura, ele tinha 1,68 m no início de 2025, e ficou perto de ser descartado pelo time por ser considerado “pequeno demais”.

Uma mudança física, no entanto, colocou o volante de volta no radar. Já com um pé na vida adulta, ele entrou em um processo tardio e acelerado de estirão, período de crescimento rápido e significativo que geralmente ocorre em crianças e adolescentes. O camisa 4 da Escócia, que enfrenta a seleção brasileira nesta quarta-feira, 24, cresceu 25 cm em apenas 18 meses.

Durante a puberdade toda, em média, as meninas crescem 25 cm e os meninos crescem ao redor de 28 cm. Mas há um curto período de tempo em que a altura (comprimento) e o peso da criança ou do adolescente aumentam rapidamente — é o chamado “estirão do crescimento”. Essa é uma parte natural e saudável do desenvolvimento humano.

Em meninos, esse processo costuma ocorrer entre 12 e 16 anos, com o pico normalmente entre 13 e 14 anos. Um ganho de 10 centímetros é esperado no ano de pico de velocidade de crescimento, segundo o Manual MSD, uma das principais e mais tradicionais obras de referência médica do mundo.

Já as meninas passam por um crescimento rápido no início da puberdade, entre 9 e 13 anos de idade, com o pico tipicamente entre 11 e 12 anos. O ganho no ano de pico do estirão pode ser de 8 cm.

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O corpo, como um todo, experimenta o maior crescimento durante a adolescência: mamas nas meninas e genitais e pelos em ambos são as mudanças mais óbvias. Mas, se houver atraso na puberdade, o crescimento pode diminuir consideravelmente.

Alguns adolescentes podem passar pela puberdade um pouco mais lentamente do que outros, o que muitas vezes pode ser um padrão hereditário. É o caso do chamado retardo constitucional do crescimento, que não é considerado uma doença.

“Não há doença associada e os adolescentes atingem a estatura esperada para o padrão genético familiar”, explica Cristiane Kochi, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEMSP).

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Ou seja, se o atraso não for causado por alguma doença, o estirão do adolescente ocorrerá mais tarde com compensação do crescimento. Além da genética e hereditariedade, outros fatores que podem influenciar o padrão de crescimento são a desnutrição, alterações hormonais e qualidade do sono, por exemplo.

“A desnutrição pode atrasar a puberdade. Por outro lado, a obesidade pode antecipar a puberdade (e o estirão), principalmente em meninas”, exemplifica Kochi.

A avaliação de um pediatra ou endocrinologista pediátrico é fundamental para identificar possíveis causas, esclarecer dúvidas e, quando necessário, iniciar o acompanhamento adequado. Quanto mais cedo alterações no crescimento ou na puberdade forem investigadas, maiores são as chances de garantir um desenvolvimento saudável e evitar impactos físicos e emocionais.

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