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O que pode estar por trás das transformações físicas de Demi Moore?

As recentes aparições da atriz reacenderam discussões sobre emagrecimento acelerado, perda de gordura facial e as novas gerações de liftings faciais

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 16h00 | Atualizado em 15 Maio 2026, 10h10

Apesar dos looks belíssimos e dos trabalhos recentes — como o filme I Love Boosters, em que atua ao lado de Keke Palmer, LaKeith Stanfield e Naomi Ackie —, o que mais passou a chamar atenção nas últimas aparições de Demi Moore foi a mudança em sua aparência física.

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Nas redes sociais, usuários passaram a comentar a aparente perda de peso da atriz e o chamado “rosto derretido”, expressão popular usada para descrever a perda de volume facial. Os comentários ganharam força no fim de fevereiro, quando Demi apareceu na primeira fila do desfile da Gucci, durante a Semana de Moda de Milão.

A magreza da atriz pode estar relacionada a diferentes fatores, como envelhecimento natural, alterações hormonais, dieta e exercícios. Ainda assim, nas redes, a principal especulação gira em torno do possível uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro e Ozempic.

O que acontece é que esses medicamentos podem provocar uma perda de peso rápida e acentuada, reduzindo também a gordura que dá sustentação ao rosto. Com isso, a pele nem sempre consegue se adaptar na mesma velocidade à nova estrutura facial, deixando regiões como bochechas, mandíbula e área abaixo dos olhos com aparência mais flácida e “murcha”.

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As especulações sobre a aparência de Demi surgem em um momento em que volta ao debate a valorização da magreza extrema como ideal estético. Para especialistas, a lógica por trás desse movimento está longe de ser inédita, mas ganha novas camadas em um contexto marcado pela ampliação do acesso a procedimentos estéticos e, justamente, a medicamentos associados à perda de peso.

Lifting facial

Em 2024, outro detalhe chamou atenção nas redes: uma cicatriz próxima ao rosto de Demi que, segundo especialistas, poderia indicar a realização de um lifting facial. A repercussão aumentou porque a atriz também apareceu com traços mais esticados e rejuvenescidos. O mesmo debate tem envolvido nomes como Kris Jenner, matriarca das Kardashians, e Donatella Versace.

A principal especulação é que essas celebridades tenham recorrido ao chamado deep plane facelift, uma técnica específica de lifting facial que ganhou espaço nos últimos anos.

Demi Moore comparece à 32ª edição anual do Actor Awards no Shrine Auditorium and Expo Hall em 1º de março de 2026 em Los Angeles, Califórnia
Demi Moore durante a edição anual do Actor Awards, em 1º de março de 2026, em Los Angeles, Califórnia (Neilson Barnar/Getty Images)

Se antes procedimentos desse tipo eram associados a resultados artificiais — com pele excessivamente tensionada e traços endurecidos —, hoje a proposta é outra. O avanço veio acompanhado de uma compreensão mais profunda sobre o envelhecimento da face.

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“Hoje sabemos que não existem só transformações na pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular… E o lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, explicou a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), à VEJA, em reportagem sobre a evolução dos liftings faciais.

O deep plane facelift atua justamente nas estruturas mais profundas da face. Diferentemente das técnicas antigas, que apenas “puxavam a pele”, o procedimento reposiciona músculos, gordura e ligamentos faciais abaixo do chamado SMAS (superficial musculoaponeurotic system), uma camada profunda do rosto.

Demi Moore, em 1982, aos 19 anos
Demi Moore, em 1982, aos 19 anos (Dianna Whitley/Getty Images)

Na prática, isso permite elevar as bochechas, suavizar o sulco nasolabial — o chamado “bigode chinês” —, redefinir a linha da mandíbula e melhorar a região do pescoço, com um resultado considerado mais natural e duradouro.

Em reportagem do Daily Mail, especialistas também apontaram outros procedimentos estéticos que Demi teria realizado ao longo dos anos, incluindo mamoplastia, cirurgia nas pálpebras e retoques no nariz.

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“Canetas” e a finalidade estética

Embora as chamadas “canetas” sejam aprovadas para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, o uso com finalidade estética tem crescido e levantado preocupações entre especialistas.

Isso porque os principais estudos sobre medicamentos como Ozempic e Mounjaro foram conduzidos justamente em pacientes com essas doenças, grupos nos quais já existe uma compreensão mais clara sobre benefícios e efeitos colaterais. Nesses casos, médicos conseguem monitorar alterações metabólicas, sintomas gastrointestinais e possíveis complicações de forma mais estruturada.

O cenário muda quando pessoas sem doenças crônicas passam a usar essas medicações apenas para fins estéticos. Ainda faltam estudos robustos capazes de comprovar a segurança desse uso no longo prazo nesse perfil de paciente. Entre os efeitos observados por especialistas estão perda importante de massa muscular, deficiências nutricionais e alterações hormonais.

No Brasil, outro ponto de alerta envolve o mercado paralelo dessas medicações. Entidades médicas vêm chamando atenção para o aumento de medicamentos falsificados e fórmulas manipuladas.

No caso dos produtos vendidos ilegalmente — como o chamado “Mounjaro do Paraguai” — especialistas destacam que não há garantias sobre composição, procedência ou até mesmo sobre o que realmente existe dentro das canetas.

Já em relação aos manipulados, o debate gira em torno da ausência de estrutura e fiscalização equivalentes às exigidas da indústria farmacêutica, especialmente por se tratar de medicamentos de alta complexidade.

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