Oferta hexa: Assine por apenas 5,99

Obesidade pode estar “escondida” em pessoas com IMC normal, sugere estudo

Pesquisa aponta que um quarto das pessoas com IMC normal teria excesso de peso por outros critérios

Por Carlos Eduardo Barra Couri Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jun 2026, 07h00
Obesidade pode estar “escondida” em pessoas com IMC normal, sugere estudo Priorizar nos meus resultados Google

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma das ferramentas mais utilizadas no mundo para avaliar o peso e estimar o risco de doenças relacionadas à obesidade. Mas um novo estudo apresentado durante o congresso da Endocrine Society, nos Estados Unidos, sugere que esse indicador pode estar deixando escapar uma parcela significativa da população com excesso de gordura corporal e maior risco metabólico.

Os pesquisadores analisaram dados de adultos americanos utilizando critérios mais amplos para identificar obesidade, levando em conta não apenas o IMC, mas também medidas de composição corporal e sinais de comprometimento da saúde associados ao excesso de gordura.

Conclusão: mais de um quarto das pessoas classificadas como tendo peso normal pelo IMC preencheriam critérios para obesidade segundo essa abordagem mais abrangente.

O problema do IMC

Criado no século XIX, o IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Embora seja simples e barato, ele apresenta limitações importantes.

O índice não distingue massa muscular de gordura nem informa onde essa gordura está distribuída no organismo. Isso significa que duas pessoas com o mesmo IMC podem ter composições corporais muito diferentes.

Continua após a publicidade

Nos últimos anos, temos destacado especialmente os riscos da chamada gordura visceral — aquela que se acumula ao redor dos órgãos internos. Mesmo em indivíduos com peso considerado normal, esse tipo de gordura está associado a maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.

A pesquisa americana se soma a um movimento crescente entre especialistas para redefinir a forma como a obesidade é diagnosticada.

Em vez de considerar apenas o peso corporal, a proposta é incorporar fatores como percentual de gordura, circunferência abdominal, presença de alterações metabólicas e impacto do excesso de gordura sobre a saúde.

Continua após a publicidade

Essa discussão ganhou força nos últimos anos porque a obesidade passou a ser entendida como uma doença complexa e multifatorial, e não apenas como um excesso de peso.

Segundo os autores, a adoção de critérios mais completos poderia permitir a identificação precoce de pessoas que atualmente não recebem orientação ou acompanhamento adequado por apresentarem um IMC dentro da faixa considerada normal.

Sérias implicações

Os resultados também levantam um debate sobre o tamanho real da epidemia de obesidade. Dependendo dos critérios utilizados, a prevalência da condição pode ser muito maior do que as estimativas atuais.

Continua após a publicidade

Isso não significa que o IMC deva ser abandonado. Ele continua sendo uma ferramenta útil para rastreamento populacional e para avaliações iniciais. O problema surge quando o índice é utilizado como único parâmetro para definir o estado de saúde de uma pessoa.

Na prática, recomenda-se que a avaliação do risco cardiometabólico inclua outros indicadores, como circunferência da cintura, exames laboratoriais, histórico clínico e, quando possível, métodos que estimem a composição corporal.

A principal mensagem do estudo é que um peso aparentemente normal não garante ausência de risco. Em alguns casos, o excesso de gordura corporal pode permanecer invisível aos olhos da balança — mas não aos efeitos que produz no organismo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner com fundo escuro e pontos de luz dourados. À esquerda, um ícone de árvore estilizada e a palavra Abril em dourado. Ao centro, o número 76 em dourado, com efeito tridimensional. À direita, o texto ANOS FAZENDO HISTÓRIA. HOJE, VOCÊ FAZ PARTE DELA. em douradoBanner da Abril comemorando 76 anos. O número 76 dourado e grande à esquerda, com o logo da Abril e a frase ANOS FAZENDO HISTÓRIA. HOJE, VOCÊ FAZ PARTE DELA. À direita, Assine com preço especial de aniversário e um botão dourado ASSINE AGORA, sobreposto a várias capas de revistas como Veja e Superinteressante
ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 55,90/mês
A partir de R$ 39,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).